Saúde e Bem-estar

Anvisa aprova novo medicamento para tipo agressivo de linfoma

A Anvisa aprovou o Columvi para adultos com linfoma não Hodgkin agressivo recorrente ou resistente ao tratamento, ampliando as opções terapêuticas.

A foto mostra pessoa em tratamento de câncer
Fonte: Magnific

O tratamento de um câncer agressivo nem sempre oferece muitas alternativas, principalmente quando a doença volta após a primeira terapia ou deixa de responder aos medicamentos disponíveis. Para esses pacientes, novas opções podem representar uma oportunidade de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida. Nesta semana, a “Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” aprovou o registro do Columvi® (glofitamabe) para adultos com um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin. A decisão amplia o arsenal terapêutico para um grupo de pacientes que possui opções limitadas de tratamento.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

O medicamento será utilizado em associação com outros dois fármacos e é destinado a pessoas que não podem realizar transplante de células-tronco, procedimento considerado uma alternativa para alguns casos da doença.

Leia também – Anvisa amplia tratamento para câncer renal e hemofilia

Quem poderá usar o novo medicamento aprovado pela Anvisa?

O Columvi® foi aprovado para adultos com linfoma difuso de grandes células B, o subtipo mais frequente de linfoma não Hodgkin agressivo.

A indicação contempla pacientes cuja doença voltou após tratamentos anteriores ou se mostrou resistente às terapias já utilizadas. Além disso, o medicamento será destinado apenas às pessoas que não apresentam indicação para o transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a Anvisa, o tratamento deverá ser realizado em combinação com a gencitabina e a oxaliplatina, medicamentos já empregados no combate a diferentes tipos de câncer.

O que é o linfoma não Hodgkin?

Câncer pode atingir pessoas de todas as idades. O linfoma não Hodgkin é um câncer que se desenvolve nas células do sistema linfático, responsável por parte das defesas naturais do organismo.

Como esse sistema está distribuído por todo o corpo, a doença pode surgir em diferentes regiões, como pescoço, axilas, tórax, abdômen e virilha.

Embora possa afetar crianças, adolescentes e adultos, a incidência aumenta com o envelhecimento, especialmente após os 60 anos. Entre os tumores linfáticos, também é o tipo mais comum na infância.

O linfoma difuso de grandes células B apresenta crescimento rápido. Por isso, exige diagnóstico precoce e tratamento imediato para aumentar as chances de controle da doença.

Como o Columvi age contra o câncer?

Medicamento estimula o sistema imunológico. O Columvi pertence à classe dos anticorpos monoclonais biespecíficos, medicamentos desenvolvidos para direcionar a resposta do sistema imunológico contra as células tumorais.

O medicamento atua ligando simultaneamente duas proteínas diferentes. Uma delas é a CD20, presente nas células B do tumor. A outra é a CD3, encontrada nas células T, responsáveis pela defesa do organismo.

Essa aproximação faz com que as células de defesa reconheçam o câncer com maior eficiência e passem a destruir as células malignas.

Esse mecanismo representa uma abordagem mais direcionada, diferente da quimioterapia tradicional, que também pode atingir células saudáveis.

Por que essa aprovação é importante?

Pacientes com linfoma difuso de grandes células B recorrente ou resistente costumam enfrentar um cenário terapêutico desafiador.

Quando a doença retorna ou deixa de responder ao tratamento inicial, as opções disponíveis diminuem significativamente.

Por isso, a aprovação de novas terapias amplia as possibilidades de controle da doença e oferece alternativas para pessoas que não podem realizar transplante de células-tronco.

A análise do tratamento, entretanto, continua sendo individualizada e depende da avaliação do médico hematologista ou oncologista.

O que pacientes e familiares devem fazer?

Quem recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin deve manter acompanhamento especializado e discutir com a equipe médica todas as opções terapêuticas disponíveis.

Também é fundamental seguir corretamente o tratamento indicado, comparecer às consultas de acompanhamento e comunicar qualquer efeito adverso durante o uso dos medicamentos.

O diagnóstico precoce e o acesso às terapias mais adequadas aumentam as chances de controle da doença e podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726