Saúde e Bem-estar

Anvisa amplia tratamento para câncer renal e hemofilia

A Anvisa aprovou novas indicações para medicamentos destinados ao câncer renal e à hemofilia, ampliando as opções de tratamento para pacientes com maior complexidade.

A foto mostra a Anvisa
Foto: Redes Sociais

Receber o diagnóstico de um câncer ou conviver com uma doença genética rara costuma trazer muitas dúvidas sobre o tratamento e as chances de controle da doença. Nesta terça-feira (21), a “Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” aprovou novas indicações para dois medicamentos que ampliam as alternativas terapêuticas para pacientes com câncer renal e hemofilia. As decisões podem beneficiar pessoas que enfrentam formas mais complexas dessas doenças e que tinham opções limitadas de tratamento.

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As aprovações envolvem medicamentos já conhecidos na prática clínica, mas que agora passam a atender novos grupos de pacientes, aumentando as possibilidades de cuidado personalizado.

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O que muda para pacientes com câncer renal e hemofilia?

A Anvisa autorizou uma nova indicação para o Keytruda® (pembrolizumabe) e ampliou o uso do Hympavzi™ (marstacimabe).

No caso do câncer renal, o pembrolizumabe poderá ser utilizado em combinação com o belzutifano como tratamento complementar após a cirurgia em pacientes com maior risco de o tumor voltar.

Já o marstacimabe passa a contemplar pessoas com hemofilia A ou B que desenvolveram inibidores dos fatores de coagulação, uma complicação que dificulta o tratamento convencional.

As duas aprovações representam avanços porque oferecem novas estratégias terapêuticas para pacientes considerados de maior complexidade.

Como a nova indicação pode ajudar pacientes com câncer renal?

O objetivo é reduzir o risco de o câncer voltar

O carcinoma de células renais corresponde à forma mais comum de câncer nos rins, representando cerca de 85% dos casos.

Mesmo após a retirada parcial ou total do rim afetado, alguns pacientes apresentam risco elevado de recorrência da doença. Por isso, médicos utilizam tratamentos complementares para tentar eliminar células cancerígenas que possam permanecer no organismo.

O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal, um medicamento desenvolvido para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. Agora, ele poderá ser utilizado em associação ao belzutifano em pacientes com carcinoma de células claras que apresentam risco intermediário-alto ou alto de recorrência após a cirurgia.

Segundo a Anvisa, a combinação reúne mecanismos de ação diferentes, com o objetivo de diminuir as chances de retorno da doença.

O que muda para pessoas com hemofilia?

Nova indicação beneficia pacientes com tratamento mais difícil

A hemofilia é uma doença hereditária que reduz a capacidade de coagulação do sangue. Isso faz com que sangramentos durem mais tempo e possam ocorrer até mesmo após pequenos traumas.

Existem dois tipos principais da doença. A hemofilia A resulta da deficiência do fator VIII da coagulação. Já a hemofilia B ocorre pela falta do fator IX.

Alguns pacientes desenvolvem anticorpos, conhecidos como inibidores, contra os fatores administrados durante o tratamento. Quando isso acontece, as terapias tradicionais perdem parte da eficácia e controlar os sangramentos se torna mais difícil.

Com a nova aprovação, o Hympavzi™ também poderá ser utilizado nesses pacientes.

O medicamento atua aumentando a produção de trombina, uma proteína essencial para a formação do coágulo, ajudando a prevenir episódios hemorrágicos.

Quem poderá receber os novos tratamentos?

As novas indicações não significam que todos os pacientes utilizarão esses medicamentos.

A escolha depende da avaliação do médico especialista, das características da doença, da resposta aos tratamentos anteriores e das condições clínicas de cada pessoa.

Além disso, os medicamentos permanecem sujeitos à prescrição e ao acompanhamento médico durante todo o tratamento.

O que pacientes e familiares devem fazer?

Quem convive com câncer renal ou hemofilia deve conversar com a equipe médica antes de qualquer mudança terapêutica.

Também é importante manter o acompanhamento regular, esclarecer dúvidas sobre benefícios e riscos de cada medicamento e seguir corretamente as orientações prescritas.

O acesso precoce às terapias indicadas e o acompanhamento contínuo podem contribuir para melhores resultados e maior qualidade de vida.

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