Diagnóstico do Alzheimer pode ficar mais rápido: saiba como

Receber o diagnóstico de Alzheimer ainda representa um desafio para muitas famílias. Em diversos casos, a confirmação da doença depende de exames caros e de difícil acesso, além da avaliação de especialistas. Um novo estudo, porém, indica que essa realidade pode mudar. Pesquisadores descobriram que exames de sangue capazes de identificar proteínas associadas ao Alzheimer podem ajudar médicos da atenção primária a diagnosticar a doença com alta precisão.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA novidade pode reduzir o tempo até o início do tratamento e ampliar o acesso ao diagnóstico, principalmente em regiões onde há poucos neurologistas e geriatras.
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Exame de sangue pode diagnosticar Alzheimer?
Os resultados são promissores. Um estudo apresentado durante a Conferência Internacional da “Associação Internacional de Alzheimer” avaliou mais de 1.300 pacientes e 165 médicos.
Os pesquisadores observaram que clínicos gerais que utilizaram os resultados do exame de sangue conseguiram identificar o Alzheimer com aproximadamente 90% de precisão, desempenho semelhante ao de especialistas.
O teste mede dois biomarcadores importantes: a “beta-amiloide” e a “tau fosforilada”, proteínas que se acumulam no cérebro e estão relacionadas ao desenvolvimento da doença.
Esses marcadores permitem identificar alterações típicas do Alzheimer antes mesmo da confirmação por exames mais complexos.
Por que essa descoberta é importante?
Hoje, o diagnóstico definitivo do Alzheimer costuma depender de exames sofisticados. Entre eles estão a tomografia por emissão de pósitrons (PET), que permite visualizar alterações cerebrais, e a análise do líquido cefalorraquidiano, obtido por punção lombar. Além de terem custo elevado, esses exames não estão disponíveis em grande parte dos serviços de saúde.
Com a possibilidade de utilizar um exame de sangue, médicos da atenção primária poderão identificar pacientes com maior rapidez e encaminhá-los precocemente para acompanhamento especializado. Essa mudança pode facilitar o acesso ao tratamento e reduzir a demora enfrentada por muitas famílias.
O exame já substitui os métodos atuais?
Ainda não. Os pesquisadores destacam que o exame de sangue representa uma ferramenta complementar e não elimina a necessidade da avaliação clínica.
O diagnóstico do Alzheimer continua dependendo da análise dos sintomas, do histórico do paciente e, quando necessário, de exames adicionais para confirmar a doença e excluir outras causas de perda de memória.
Mesmo assim, especialistas consideram que os testes sanguíneos podem transformar a rotina dos serviços de saúde ao facilitar a triagem dos pacientes.
Quais são os primeiros sinais do Alzheimer?
Os sintomas costumam aparecer de forma lenta e progressiva. Os mais comuns incluem:
- perda de memória recente;
- dificuldade para encontrar palavras;
- repetição frequente das mesmas perguntas;
- desorientação em locais conhecidos;
- dificuldade para planejar tarefas;
- alterações de comportamento e personalidade.
Ao perceber esses sinais, especialmente em idosos, é importante procurar atendimento médico.
O envelhecimento da população aumenta o desafio
O crescimento do número de idosos torna o Alzheimer um dos principais desafios da saúde pública mundial.
Estima-se que mais de 50 milhões de pessoas vivam com algum tipo de demência, e a maioria reside em países de baixa e média renda.
Especialistas defendem que ampliar a capacidade de diagnóstico na atenção primária será essencial para responder ao aumento desses casos nos próximos anos.
Embora o exame de sangue ainda passe por etapas de validação antes de integrar a rotina dos serviços de saúde, os resultados reforçam a expectativa de diagnósticos mais rápidos, maior acesso ao tratamento e melhor qualidade de vida para pacientes e familiares.
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