Colonoscopia: mulher de 41 anos morre após exame
O que deveria ser um procedimento preventivo de rotina transformou-se em uma tragédia que deixou três filhos órfãos.

Uma família da Zona Leste de São Paulo busca respostas após a morte prematura de Mariana, de 41 anos, que morreu após realizar um exame de colonoscopia no Hospital Ermelino Matarazzo. O que deveria ser um procedimento preventivo de rotina transformou-se em uma tragédia que deixou três filhos órfãos.
Espera de um ano e falta de comunicação
Segundo relatos da tia da vítima, Edmeia, Mariana aguardava há cerca de um ano na fila do SUS para realizar o exame. Na data do procedimento, a paciente entrou na sala por volta das 14h, mas a demora excessiva começou a preocupar os familiares.
A gravidade da situação só foi percebida quando a mãe e a filha mais nova de Mariana viram, por acaso, a paciente sendo levada às pressas para o centro cirúrgico. De acordo com a família, o hospital não forneceu informações imediatas, limitando-se a dizer que havia ocorrido uma “obstrução”.
Suspeita de perfuração no intestino
Apenas horas depois, a equipe médica teria informado que Mariana precisou passar por uma cirurgia de emergência para reconstruir o intestino devido a uma obstrução de 50 cm. A médica responsável teria classificado o estado da paciente como “gravíssimo” e pedido que a família “rezasse”. Mariana não resistiu e veio a óbito às 12h35 do dia seguinte.
A principal suspeita dos familiares e da reportagem é que tenha ocorrido uma perfuração acidental durante a colonoscopia, complicação que teria levado ao quadro fatal.
Investigação e silêncio do hospital
O caso agora segue para o IML Leste, onde exames necroscópicos devem determinar a causa exata da morte e confirmar se houve erro médico. Até o momento, o corpo clínico do Hospital Ermelino Matarazzo não se manifestou oficialmente sobre as circunstâncias do atendimento.
A família permanece inconsolável e exige justiça. “A gente vai acompanhar esse caso bem de perto para que seja revelado o que de fato aconteceu”, afirmou o jornalista Joel Datena durante a cobertura do caso.
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