Ex-dono de cartório é condenado pela morte da esposa após sexo a três
Ex-tabelião e amante foram condenados a cinco anos e quatro meses de prisão pela morte de uma bancária em Feira de Santana, na Bahia.

A Justiça da Bahia condenou o ex-tabelião Eden Márcio Lima de Almeida e Anna Carolina Lacerda Dantas pela morte da bancária Selma Regina Vieira Almeida, esposa dele. O caso ocorreu em 2019, em Feira de Santana.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo a sentença e o acórdão que confirmou a condenação, Eden mantinha um relacionamento extraconjugal com Anna Carolina. A relação formava um triângulo amoroso envolvendo o ex-tabelião, a amante e Selma.
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Os documentos apontam que Eden e Anna Carolina agrediram a bancária e provocaram sua morte. A Justiça condenou os dois por lesão corporal seguida de morte, com pena de cinco anos e quatro meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
Condenação levou à perda do cartório
Eden ocupava o Tabelionato de Protesto de Títulos de Feira de Santana. Após a condenação criminal, o juiz Ricardo José Vieira de Santana, da 5ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, determinou o afastamento definitivo do ex-tabelião.
Ele já estava afastado por causa do processo criminal. Mesmo assim, continuava recebendo metade da arrecadação da serventia, que movimentava quase R$ 10 milhões por ano.
Em 16 de abril de 2026, o Conselho Nacional de Justiça confirmou a perda da delegação do cartório.
Grupo de tabeliães aguarda decisão do STF
Eden também integra a liderança de um grupo de tabeliães cuja permanência nas serventias é questionada pela Procuradoria-Geral da República.
A PGR pede ao Supremo Tribunal Federal que declare inconstitucional a lei que transformou mais de 100 antigos servidores do Tribunal de Justiça da Bahia em titulares de cartórios extrajudiciais.
Em agosto de 2026, o processo completa 14 anos em análise no Supremo. Durante esse período, a ação permaneceu por nove anos sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.
Selma atuava como secretária nas reuniões dos tabeliães. Nesses encontros, o grupo discutia a arrecadação de recursos milionários para financiar a atuação de advogados no processo que tramita no STF.
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