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Foguete do Elon Musk colide com a Lua e abre cratera de 18 metros

Cientistas pretendem analisar a área atingida para estudar a poeira lançada pelo impacto e a composição do solo da Lua.

foguete da SpaceX atinge a Lua
Foto: Internet

O segundo estágio de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada de quarta-feira (5). A colisão ocorreu por volta das 3h35, no horário de Brasília, em uma área próxima às crateras Einstein e Bell.

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A estrutura viajava a aproximadamente 8,7 mil quilômetros por hora. O objeto tinha massa estimada em 3,9 toneladas e não representava qualquer perigo para a Terra.

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Astrônomos acompanharam a trajetória do equipamento antes da colisão. Após o horário previsto, um telescópio instalado no Chile identificou uma nuvem com sinais de sódio e lítio, evidência considerada compatível com o impacto do estágio do foguete contra o solo lunar.

O equipamento estava no espaço desde 15 de janeiro de 2025. Na ocasião, o Falcon 9 lançou duas missões privadas com destino à Lua: o módulo Blue Ghost 1, da Firefly Aerospace, e o Resilience, da empresa japonesa ispace.

O Blue Ghost pousou com sucesso em março de 2025 e concluiu mais de 14 dias de operações na superfície lunar. Já a ispace encerrou a missão do Resilience após perder a comunicação com o módulo durante a tentativa de pouso, em junho do mesmo ano.

Segundo a Nasa, a atividade solar e as forças gravitacionais alteraram a trajetória do segundo estágio e provocaram seu retorno não planejado à Lua. Astrônomos independentes identificaram inicialmente a rota por meio de dados públicos. Depois, o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da agência, calculou uma probabilidade de 100% de colisão.

Impacto deve ter aberto nova cratera

A Nasa estima que a colisão tenha formado uma cratera com cerca de 18 metros de diâmetro e pouco mais de 3,5 metros de profundidade. O choque também lançou poeira e fragmentos de rocha ao redor da área atingida.

Apesar de incomum para um objeto fabricado pelo homem, um impacto com essa intensidade não é raro na Lua. Conforme a agência espacial norte-americana, um meteoroide com energia semelhante atinge o satélite natural, em média, a cada seis dias.

A ausência de atmosfera faz com que os objetos cheguem à superfície lunar sem perder velocidade pela resistência do ar. Por isso, até corpos relativamente pequenos podem abrir crateras e levantar grandes quantidades de poeira.

Área será fotografada por satélites

A colisão não pôde ser vista a olho nu. As condições de iluminação e a posição da área atingida também dificultaram a obtenção de imagens diretas por telescópios terrestres.

O Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, e o instrumento ShadowCam, instalado no orbitador lunar sul-coreano Danuri, devem procurar oportunidades para fotografar a região. Os registros poderão mostrar as mudanças provocadas pelo impacto e ajudar na identificação da nova cratera.

Os dados também permitirão estudar o comportamento da poeira e dos fragmentos lançados pela colisão. Como os pesquisadores conheciam a origem, a massa, a velocidade e a trajetória do objeto, o episódio poderá aprimorar modelos usados na análise de futuros impactos e no rastreamento de detritos no espaço próximo à Lua.

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Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.

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