Segurança

Caso Luísa Lopes termina com condenação e indenização de R$ 500 mil

Júri reconheceu homicídio qualificado por dolo eventual e embriaguez ao volante; condenada não poderá recorrer em liberdade.

Foto: Divulgação

Após dois dias de julgamento, a Justiça condenou Adriana Felisberto Pereira pela morte da ciclista e estudante Luísa da Silva Lopes. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (6), no Fórum Criminal de Vitória.

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De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a pena total aplicada foi de 28 anos de prisão. A ré teve a prisão decretada e não poderá recorrer em liberdade.

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O Tribunal do Júri reconheceu o homicídio qualificado, por perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, cometido com dolo eventual. Por esse crime, a pena estabelecida foi de 26 anos e dez meses de reclusão.

A ré também foi condenada por embriaguez ao volante, com pena de dois anos de detenção.

A sentença determinou ainda a suspensão da habilitação para dirigir por dois anos e o pagamento de R$ 500 mil em indenização por danos morais.

Ministério Público sustentou dolo eventual

Durante o julgamento, o MPES defendeu que a motorista assumiu o risco de provocar um resultado fatal ao dirigir depois de consumir bebida alcoólica.

Segundo a acusação, comentários feitos pela ré após o atropelamento também foram apresentados aos jurados durante o processo.

“Sempre que uma pessoa decide dirigir após consumir bebida alcoólica, ela assume um risco. Em muitos casos, esse risco não se concretiza. Neste, porém, ele se concretizou da forma mais grave possível”, afirmou o promotor de Justiça Leonardo Cezar.

O representante do MPES destacou ainda que a atuação da instituição buscou preservar a memória e a dignidade da vítima, além de garantir aos familiares o direito à Justiça.

Relembre o caso Luísa Lopes

O caso aconteceu na noite de 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, no bairro Jardim da Penha, em Vitória.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Adriana dirigia acima do limite de velocidade da via e estava sob efeito de álcool e medicamentos de uso controlado quando atingiu Luísa da Silva Lopes, que estava de bicicleta.

Luísa recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Vitória e terminou com a condenação da motorista pelos crimes apontados pelo Ministério Público.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.