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"Crise privada", afirma Ricardo Ferraço sobre caso Apex ao descartar aplicação de dinheiro público

A declaração foi dada, nesta terça-feira (18), durante programa especial de entrevistas para eleições de 2026.

O governador do Espírito Santo e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB), falou pela primeira vez publicamente sobre a crise envolvendo a empresa capixaba de investimentos Apex Partners. A declaração foi dada, nesta terça-feira (18), durante um programa especial de entrevistas realizado pela TV Vitória com candidatos às eleições de 2026.

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Questionado pelo colunista Edu Corpernik sobre o caso e sobre uma eventual aplicação de recursos públicos na empresa, Ricardo Ferraço negou que haja dinheiro do Estado envolvido na crise. Segundo o governador, os recursos do Tesouro estadual estão aplicados exclusivamente em instituições financeiras públicas.

“Olha, Edu, a primeira coisa que eu quero garantir é o seguinte, não há dinheiro público envolvido na crise dessa empresa Apex. Todos os recursos do Tesouro do Estado do Espírito Santo estão aplicados em bancos públicos, Banestes, Caixa Econômica e Banco do Brasil.”

Ricardo Ferraço também reforçou que considera o episódio uma questão relacionada ao setor privado e que o caso precisa ser apurado rigorosamente pelas autoridades competentes.

“Então essa crise não é uma crise que envolve o setor público, essa é uma crise privada, porque enquanto essa escalada de endividamento que está circulando com informações, aliás, eu defendo uma ampla e rigorosa investigação por parte da Justiça, por parte do Ministério Público, por parte da CVM, por parte do Banco Central.”

Na sequência, o governador destacou que a empresa possuía estruturas internas de governança e mecanismos de fiscalização, como conselho de administração, diretoria e auditoria externa. A afirmação foi feita ao defender que eventuais responsabilidades sejam identificadas por meio de uma investigação ampla.

“Isso precisa ser, obviamente, muito investigado, mas essa é uma crise privada, porque enquanto isso acontecia, essa empresa tinha um conselho de administração, essa empresa tinha uma diretoria, tinha um conselho, tinha auditoria externa.”

A participação do filho do governador na estrutura societária da Apex também foi abordada durante a entrevista. Ricardo afirmou confiar na inocência e na boa-fé do filho, mas ressaltou que ele, assim como qualquer cidadão, está sujeito às regras e aos procedimentos de investigação.

“O meu filho, de fato, você está correto, tinha 3% da empresa, mas existem outros 97% de acionistas nessa empresa, portanto, eu defendo uma rigorosa investigação.”

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Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade 2 de Julho e MBA em Comunicação Corporativa pela Unifacs, já trabalhou como produtor de jornalismo all news na Band News FM Salvador. Exerceu a função de assessor de imprensa e comunicação na Prefeitura de Madre de Deus, Grupo Varjão e Câmara Municipal de Salvador.