E não sobrou nada para o “Botinha”

É, e não sobrou nada para o “Botinha”. O Botafogo de Futebol e Regatas caiu na Sul-Americana e caiu feio. Porque, apesar de também terem caído, Cruzeiro e Mirassol lutaram e deram orgulho ao torcedor. Ambos disputavam a Libertadores; o Leão Caipiria, aliás, pela primeira vez na sua história, enfrentando a tradicional LDU.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA Raposa, talvez, tenha tido o pior – no sentido de enfrentamento – adversário possível, o poderoso Flamengo, e mesmo assim, apresentou um futebol em evolução que tem tudo para se transformar em títulos nas mãos do bom técnico Arthur Jorge.
Já o Botafogo conseguiu a proeza de perder, de maneira acachapante, para Cienciano del Cusco, a quinta força no Campeonato Peruano. Mas o problema não é perder. A problemática foi como perdeu. Para além do resultado (6 x 2), a postura da equipe carioca causou (e causa) estremecimento e pesadelos na torcida que, há dois anos, vivia um sonho.
É claro, que todos as turbulências extracampo têm peso dois nos desastres que acontecem dentro de campo. Mas, de maneira nenhuma, é uma desculpa completa para a displicência e o pouco futebol apresentado pelo Botafogo desde 2025. O alvinegro carioca não tem, desde Arthur Jorge, uma identidade tática e está longe, bem longe de dar ao torcedor o mínimo de esperança.
Para conquistar sua maior glória, o clube centenário, celeiro de ídolos responsáveis por fazer o Brasil ser conhecido como “país do futebol”, teve que ser comprado por um investidor; por estar afundando em dívidas, fruto de anos de negligência e ganância. O resultado: o “clube mais tradicional” se transformou em uma mercadoria. E como tal, agora, repousa na mão de outro investidor: Gabriel de Alba.
Em 2020, John Textor foi o bote salva-vidas que não deixou o Glorioso afundar. Mas, anos depois, ele mesmo coloca o time que salvou no mesmo lugar de afogamento. O desespero fez o Botafogo ser vendido de novo, mas ao contrário da primeira vez, o torcedor olha para tudo isso com o coração apertado e desconfiado, porque, afinal de contas, “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”.
Será a GDA a salvação e, mais do que isso, a estabilização que o precisa Botafogo? Só tempo dirá, mas uma coisa é certa: ou Estrela Solitária volta a brilhar ou será, novamente, tempos de escuridão e amargura.
As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM
