Estamos muito perto do fim do mundo como o conhecemos hoje
Nunca a humanidade teve mudanças tão aceleradas como está ocorrendo nesses primeiros 26 anos do Século 21.

Nunca a humanidade teve mudanças tão aceleradas como está ocorrendo nesses primeiros 26 anos do Século 21. Por exatos três séculos o Ocidente dominou o mundo. Vários impérios ruíram. O britânico, o francês, o espanhol… Desde o fim da Segunda Guerra Mundial quem domina o mundo são os Estados Unidos da América. Calçado no poder bélico, sobretudo nuclear, financiaram golpes de Estado mundo agora, invadiram países democráticos ou não, impuseram suas regras de política internacional e econômica. Mas agora isso está ruindo. No decorrer deste artigo tento explicar por que.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEm uma troca de petróleo por ajuda militar, os EUA e as monarquias do Oriente Médio, sobretudo Arábia Saudita, empurraram goela abaixo do resto do mundo o dólar como moeda segura e infalível. Criaram o tal do “petrodólar”. O primeiro baque nesse status quo foi a crise do petróleo de 1973. Menos de duas décadas depois veio a Primeira Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991. E em 11 de setembro de 2001, o atentado em Nova Iorque.
Naquele ano eu cursava o MBA em Mercado Financeiro na USP/FACAMP. E foi lá que meu coordenador do curso, o economista José Roberto Securatto já alertava que países na época ainda “emergentes” como China, Índia e Rússia, estavam comprando ouro absurdamente para lastrear suas moedas. E que no médio prazo a China, por exemplo, iria ter lastro em ouro suficiente para abandonar o dólar como moeda comercial e passaria a usar o yuan. Exatamente o que acontece agora.
A dívida pública dos EUA bateu nesta semana em US$40 trilhões, muito maior do que o PIB estadunidense, de US$30 trilhões (2025). Para tentar evitar que o mundo perca de vez a confiança no dólar, o Federal Reserve não pára de aumentar os juros. Mesmo assim, muitos países estão fugindo do dólar. Outros, como a França, já retiraram todo o seu ouro que estava guardado em segurança nos EUA. Ora, porque vocês acham que o Trump nesta semana simplesmente roubou 31 toneladas de ouro da Venezuela que estavam sob custódia dos EUA? Isso não tem saída.
Sabem por que os EUA não tem saída? É porque a China é o maior detentor de títulos da dívida dos EUA. Isso significa que se correr o bicho pega, se ficar ele come! Tudo isso decorrente de décadas de um modelo econômico calçado em petrodólares… Moeda sem lastro em ouro. E Trump piorou o cenário ainda mais ao apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia e atacar deliberadamente o Irã! Somente na guerra contra o país persa Trump gasta US$1 bilhão por dia! Isso acelerou a desconfiança global sobre o dólar. Estamos perto de ver o último império de um país do Ocidente ruir. Estamos prestes a ver a maior crise econômica mundial da História da humanidade.
Daí a importância das eleições de 4 de outubro no Brasil. Estamos na encruzilhada entre continuar no caminho da independência econômica ou abrir as pernas, literalmente, ao intervencionismo estadunidense e ceder nossas riquezas minerais, nossa reserva de água doce, nossa produção de alimentos e a dignidade e independência do nosso povo a um país estrangeiro. O resultado do pleito vai definir não o Brasil dos próximos quatro anos, mas décadas do nosso futuro.
** Ricardo Mignone é jornalista formado na UFES, pós-graduado pala USP/FACAMP em Mercado Financeiro, Derivativos Mercado de Capitais (MBA).
As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM
