Luciano Cabral analisa os avanços da aquicultura e a logística da cadeia do frio do pescado
O setor busca maior eficiência hídrica, biossegurança em cultivos superintensivos e controle térmico rigoroso no desembarque de capturas

A produção e distribuição de pescados no Brasil e no mundo vivem um momento de transição técnica, impulsionado pela necessidade de ampliar a oferta de alimentos de origem aquática sem sobrecarregar os ecossistemas marinhos e fluviais. Estudos do setor apontam que a expansão da aquicultura biossegura e a redução de perdas durante o desembarque da pesca extrativa são fundamentais para garantir a estabilidade do abastecimento de alimentos. Nesse cenário, o uso de sistemas fechados de produção e o controle rígido da temperatura do peixe da captura até a entrega ao consumidor tornaram-se prioridades operacionais para produtores e distribuidores.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA eficiência na produção aquícola e no aproveitamento das capturas marítimas exige o alinhamento entre controle biotecnológico e gestão de processos no mar e em terra. Segundo o especialista em aquicultura e navegação Luciano Cabral, a modernização do segmento passa por métodos de cultivo de menor impacto hídrico e por um manejo rigoroso da cadeia do frio.
“Na aquicultura, os sistemas de bioflocos permitem produzir com alta densidade e proteção contra doenças. Na pesca, o valor da safra depende diretamente do cuidado no convés e do resfriamento imediato do peixe após a captura”, pontua Luciano.
Com mais de 25 anos de experiência no mercado de pesca, aquicultura e gestão empresarial, Luciano reúne formação técnica e vivência prática na operação de barcos e empresas do setor. Tecnólogo em Aquicultura pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), possui Habilitação em Navegação e Convés pela Autoridade Marítima Brasileira (Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí/SC) e capacitação em cultivos em Bioflocos pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Ao longo de sua trajetória corporativa, atuou na liderança administrativa, na gestão de logística de desembarque e no comando direto de embarcações pesqueiras como Patrão de Pesca em empresas como Wilson Cabral e LWC Participações.
Entre os pontos técnicos destacados para a modernização do setor, sobressai-se a aplicação da Tecnologia de Bioflocos (BFT) na criação de camarões, onde a reciclagem de nutrientes na água reduz a necessidade de ração e elimina o descarte de efluentes. No âmbito da pesca extrativa, destacam-se o planejamento de rotas seguras conforme as normas da Marinha (NORMAM), o uso de gelo em escamas ou água do mar refrigerada (RSW) nos porões e a agilidade na descarga portuária com caminhões refrigerados, garantindo a rastreabilidade do produto até o mercado final.
A experiência nessas etapas produtivas e logísticas também orienta planos de expansão e consultoria voltados ao mercado norte-americano, no Estado da Flórida. A iniciativa envolve o suporte a fazendas aquícolas e distribuidoras de frutos do mar nos Estados Unidos, focando na implementação de sistemas BFT de cultivo, na gestão de qualidade da água e na otimização da cadeia do frio, auxiliando empresas locais a aumentarem a biossegurança e a eficiência de suas operações.
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