Eleições de 2026: quem está na frente nas pesquisas para presidente no segundo turno?
veja o que mostram as pesquisas mais recentes para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro e entenda o empate técnico.

As Eleições de 2026 apresentam, neste momento, um cenário de forte equilíbrio nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa pela Presidência da República. Os levantamentos nacionais mais recentes colocam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) muito próximos, com diferenças que permanecem dentro das margens de erro dos institutos.
A pesquisa mais recente entre os principais levantamentos nacionais foi divulgada pela Quaest em 21 de setembro. Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 41%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Isso significa que a diferença de um ponto percentual não é suficiente para indicar uma vantagem estatisticamente consolidada. Na prática, os números da Quaest configuram empate técnico entre os dois candidatos.
O quadro também aparece em outras pesquisas divulgadas nas últimas semanas. No Datafolha, Lula registrou 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro. Já a AtlasIntel apontou 47,2% para Flávio e 46,8% para Lula. No levantamento BTG/Nexus, Lula apareceu com 46%, enquanto Flávio marcou 45%.
Portanto, para quem procura saber quem está na frente nas pesquisas para presidente no segundo turno das Eleições de 2026, a resposta depende do instituto considerado. Há levantamentos em que Lula aparece numericamente à frente e outros em que Flávio Bolsonaro registra percentual maior. Em todos esses principais cenários recentes, porém, a diferença está dentro da margem de erro.
O que mostram as pesquisas mais recentes para o segundo turno
A fotografia da disputa presidencial mudou ao longo das últimas semanas. Os números divulgados pelos diferentes institutos apresentam oscilações pequenas entre Lula e Flávio Bolsonaro, sem que uma vantagem estatística consistente tenha sido estabelecida.
A pesquisa Quaest, realizada entre 17 e 20 de setembro com 2.004 entrevistados, mostra Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% em um eventual segundo turno. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Por isso, a diferença de um ponto entre os candidatos não permite afirmar que Flávio esteja estatisticamente à frente de Lula.
Pesquisa Quaest coloca Flávio com 42% e Lula com 41%
O levantamento divulgado em 21 de setembro é especialmente relevante porque representa uma das pesquisas nacionais mais recentes disponíveis sobre a corrida presidencial.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os números foram:
- Flávio Bolsonaro: 42%;
- Lula: 41%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 14%;
- Indecisos: 3%.
Na rodada anterior da Quaest, divulgada uma semana antes, Flávio Bolsonaro tinha 42%, enquanto Lula registrava 40%. A diferença havia sido de dois pontos percentuais e também estava dentro da margem de erro.
Na nova rodada, portanto, Flávio permaneceu com o mesmo percentual, enquanto Lula oscilou de 40% para 41%.
O levantamento também testou outros possíveis confrontos de segundo turno.
Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula apareceu com 41%, enquanto o governador de Goiás registrou 39%. Contra Augusto Cury (Avante), Lula marcou 39%, e Cury, 35%.
Em uma simulação contra Renan Santos (Missão), Lula teve 41%, contra 38% do adversário. Já diante de Romeu Zema (Novo), o presidente registrou 46%, enquanto Zema apareceu com 32%.
Datafolha mostra Lula com dois pontos de vantagem
Outro levantamento nacional recente foi realizado pelo Datafolha e divulgado em 17 de setembro.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente apareceu com 46% das intenções de voto, enquanto o senador registrou 44%.
A diferença de dois pontos também ficou dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.
A pesquisa, portanto, não permite tratar os dois pontos de diferença como uma vantagem estatisticamente consolidada de Lula. Os próprios dados indicam um cenário de empate técnico.
O levantamento também mostrou que os dois candidatos estavam próximos no índice de rejeição. Segundo o Datafolha, 47% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, percentual idêntico ao registrado por Lula.
AtlasIntel também encontrou empate técnico entre Lula e Flávio
A AtlasIntel divulgou em 17 de setembro uma pesquisa nacional realizada entre os dias 11 e 16 do mesmo mês.
O levantamento ouviu 5.018 eleitores e apresentou margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Flávio apareceu numericamente à frente, com 47,2%, enquanto Lula registrou 46,8%.
A diferença foi de apenas 0,4 ponto percentual. Como a margem de erro é de um ponto, o resultado caracteriza empate técnico.
A própria AtlasIntel registra o levantamento como uma pesquisa nacional representativa, com cenários para primeiro e segundo turnos da eleição presidencial de 2026.
Diferença de menos de um ponto chama atenção
O resultado da AtlasIntel mostra como pequenas variações podem alterar a ordem numérica dos candidatos sem necessariamente representar uma mudança estatística relevante.
Na pesquisa, Flávio Bolsonaro ficou à frente por 0,4 ponto percentual. Entretanto, considerando a margem de erro de um ponto, não é possível interpretar essa diferença como uma liderança consolidada.
Esse aspecto é importante para compreender os números das Eleições de 2026. Uma pesquisa de intenção de voto não funciona como uma apuração eleitoral e não determina quem vencerá a eleição.
O resultado representa a opinião dos entrevistados no período em que as entrevistas foram realizadas.
Por isso, pesquisas realizadas em datas diferentes podem apresentar resultados distintos, especialmente em uma disputa eleitoral ainda sujeita a mudanças na campanha, no conhecimento dos candidatos e nas preferências do eleitorado.
BTG/Nexus também aponta disputa apertada no segundo turno
Outro levantamento recente citado na cobertura eleitoral foi realizado pelo instituto Nexus e divulgado em parceria com o BTG Pactual.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula apareceu com 46%, enquanto Flávio registrou 45%.
A diferença de um ponto percentual também ficou dentro da margem de erro de dois pontos.
A pesquisa entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00485/2026.
O cenário apresentado pelo BTG/Nexus reforça a característica comum aos levantamentos recentes: a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece pequena.
Além da disputa entre os dois, o instituto testou outros possíveis confrontos de segundo turno.
Os números divulgados foram:
- Lula x Flávio Bolsonaro: Lula 46% e Flávio 45%;
- Lula x Ronaldo Caiado: 45% a 45%;
- Lula x Romeu Zema: 47% a 41%;
- Lula x Renan Santos: 47% a 39%;
- Lula x Augusto Cury: 44% a 43%.
Esses números mostram que os resultados variam conforme o adversário testado e também conforme o instituto responsável pela pesquisa.
Agregadores ajudam a visualizar o cenário das Eleições de 2026
Além de analisar pesquisas individualmente, é possível observar agregadores que reúnem diferentes levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Um exemplo é o agregador do UOL, que, após a divulgação do Datafolha de 17 de setembro, apontou Lula com 44,8% e Flávio Bolsonaro com 44,2% em uma média consolidada para o segundo turno.
A diferença registrada pelo agregador era de 0,6 ponto percentual.
Esse tipo de ferramenta tem uma finalidade diferente da de uma pesquisa individual.
Enquanto um instituto realiza entrevistas em determinado período e produz uma fotografia daquele momento, o agregador combina diferentes levantamentos para tentar reduzir o impacto de oscilações específicas de uma pesquisa.
O UOL informou que seu agregador considera pesquisas presidenciais registradas no TSE desde janeiro de 2026.
O que significa empate técnico nas pesquisas
O termo “empate técnico” costuma gerar dúvidas entre os eleitores.
Quando dois candidatos apresentam resultados próximos e a diferença entre eles está dentro da margem de erro da pesquisa, não é possível afirmar, estatisticamente, que um deles esteja à frente do outro.
Por exemplo, se um levantamento mostra um candidato com 42% e outro com 41%, com margem de erro de dois pontos, o primeiro pode ter um resultado real estimado entre 40% e 44%, enquanto o segundo poderia estar entre 39% e 43%.
As faixas se sobrepõem.
Por isso, a diferença observada na pesquisa não permite estabelecer uma liderança estatística.
O mesmo raciocínio vale para o Datafolha. Lula apareceu com 46% e Flávio com 44%, mas a margem de erro de dois pontos mantém os dois dentro de um intervalo que pode se sobrepor.
Afinal, quem está na frente no segundo turno?
Considerando os levantamentos nacionais mais recentes disponíveis até 23 de setembro de 2026, não há um único candidato que esteja estatisticamente à frente de forma consolidada em todas as pesquisas.
A ordem numérica muda conforme o instituto.
Na Quaest, divulgada em 21 de setembro, Flávio Bolsonaro aparece com 42%, contra 41% de Lula.
No Datafolha, divulgado em 17 de setembro, Lula registra 46%, enquanto Flávio aparece com 44%.
Na AtlasIntel, também divulgada em 17 de setembro, Flávio marca 47,2%, contra 46,8% de Lula.
Na pesquisa BTG/Nexus, Lula aparece com 46%, contra 45% de Flávio.
O ponto comum entre esses resultados é mais importante do que a diferença numérica entre cada levantamento: as pesquisas apontam para uma disputa muito equilibrada no segundo turno.
Comparação dos principais levantamentos
| Instituto | Divulgação | Lula | Flávio Bolsonaro | Margem de erro |
|---|---|---|---|---|
| Quaest | 21/09/2026 | 41% | 42% | 2 p.p. |
| Datafolha | 17/09/2026 | 46% | 44% | 2 p.p. |
| AtlasIntel | 17/09/2026 | 46,8% | 47,2% | 1 p.p. |
| BTG/Nexus | 21/09/2026 | 46% | 45% | 2 p.p. |
| Agregador UOL | 17/09/2026 | 44,8% | 44,2% | — |
Os resultados acima não devem ser comparados como se fossem uma única pesquisa, porque cada instituto utiliza metodologia, amostra, período de coleta e questionário próprios.
Por que uma pesquisa mostra Lula à frente e outra mostra Flávio?
As diferenças entre pesquisas eleitorais são esperadas e podem ocorrer por diversos fatores metodológicos.
O primeiro deles é a data da coleta.
A Quaest entrevistou os participantes entre 17 e 20 de setembro. O BTG/Nexus fez entrevistas entre 18 e 20 de setembro. Já o Datafolha realizou sua coleta entre 15 e 17 de setembro, enquanto a AtlasIntel entrevistou eleitores de 11 a 16 de setembro.
Como a campanha eleitoral continua em andamento, a opinião de parte do eleitorado pode mudar entre um período de coleta e outro.
Outro fator é a metodologia empregada para selecionar os entrevistados e realizar as entrevistas.
Além disso, diferenças no questionário e na forma de apresentação dos nomes podem produzir pequenas alterações nos resultados.
Por essa razão, a leitura mais adequada das Eleições de 2026 exige observar um conjunto de pesquisas, e não apenas o resultado isolado de um levantamento.
Primeiro turno também mostra Lula e Flávio concentrando a disputa
Embora a pergunta seja sobre o segundo turno, os resultados do primeiro turno ajudam a contextualizar por que os dois aparecem nos principais cenários de segunda etapa.
Na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula registrou 37% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 33%.
Augusto Cury teve 6%; Ronaldo Caiado, 4%; Renan Santos, 3%; e Romeu Zema, 1%.
No Datafolha de 17 de setembro, Lula apareceu com 39%, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury registrou 6%, Ronaldo Caiado teve 4% e Renan Santos, 3%.
Os números do primeiro turno, entretanto, não devem ser confundidos com uma projeção do segundo turno.
A eleição presidencial possui duas etapas caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação.
Com isso, o eleitorado pode modificar suas escolhas entre uma etapa e outra, enquanto candidatos que não avançarem deixam de fazer parte da disputa.
Pesquisas não são previsão do resultado eleitoral
Outro ponto fundamental para interpretar as Eleições de 2026 é entender a finalidade das pesquisas de intenção de voto.
Um levantamento eleitoral mede a preferência dos entrevistados no período em que a pesquisa é realizada.
Ele não representa a apuração oficial dos votos e não deve ser tratado como resultado antecipado da eleição.
O próprio Datafolha ressalta que pesquisas eleitorais funcionam como um termômetro da opinião dos eleitores no momento da realização do levantamento e não como previsão do resultado final.
Por isso, uma diferença de um ou dois pontos percentuais não deve ser transformada automaticamente em uma afirmação de liderança definitiva.
O cenário pode mudar até o dia da votação
As pesquisas disponíveis em setembro representam um momento específico da disputa.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, de acordo com o calendário eleitoral citado nos levantamentos recentes. A pesquisa Quaest realizada entre 17 e 20 de setembro foi divulgada 13 dias antes da primeira votação.
Ainda existe, portanto, período de campanha até a votação.
Nesse intervalo, os candidatos podem ampliar sua exposição, apresentar propostas, participar de debates, responder a acontecimentos políticos e disputar a preferência dos eleitores que ainda não decidiram o voto.
A parcela de eleitores indecisos também é relevante.
Na pesquisa Quaest, por exemplo, 3% estavam indecisos na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto 14% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.
Esse conjunto de eleitores também faz parte da dinâmica eleitoral, mas não é possível determinar antecipadamente como cada pessoa desse grupo se comportará diante da urna.
O que dizem os números sobre Lula e Flávio Bolsonaro
Os levantamentos recentes permitem observar algumas características objetivas da disputa.
A primeira é a proximidade entre os dois nomes nas simulações de segundo turno.
A segunda é que a ordem numérica varia entre os institutos.
A terceira é que as diferenças permanecem, nos principais levantamentos, dentro das respectivas margens de erro.
A quarta é que os resultados foram obtidos em datas próximas, mas não idênticas, o que significa que cada pesquisa retrata um momento específico.
A quinta é que os números não permitem transformar pequenas diferenças em uma conclusão definitiva sobre o resultado da eleição.
Os principais pontos dos levantamentos
- Quaest: Flávio Bolsonaro 42% e Lula 41%;
- Datafolha: Lula 46% e Flávio Bolsonaro 44%;
- AtlasIntel: Flávio Bolsonaro 47,2% e Lula 46,8%;
- BTG/Nexus: Lula 46% e Flávio Bolsonaro 45%;
- Agregador UOL: Lula 44,8% e Flávio Bolsonaro 44,2%.
Como acompanhar as pesquisas das Eleições de 2026
Para acompanhar a evolução da disputa presidencial, o eleitor deve observar principalmente três informações: a data de realização da pesquisa, a margem de erro e o tamanho da amostra.
A data é importante porque uma pesquisa antiga não necessariamente representa a opinião do eleitorado naquele momento.
A margem de erro mostra o intervalo estatístico associado aos resultados.
Já o tamanho da amostra indica quantas pessoas foram entrevistadas pelo instituto.
Também é importante verificar se o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
O registro é uma das formas de identificar oficialmente a pesquisa e consultar informações sobre sua realização.
A Quaest de setembro, por exemplo, está registrada sob o número BR-06004/2026. O Datafolha está registrado como BR-04029/2026. Já o BTG/Nexus aparece sob o protocolo BR-00485/2026.
O que o eleitor deve observar antes de compartilhar uma pesquisa
Antes de considerar um número como retrato atual da eleição, é recomendável verificar:
- Quando as entrevistas foram realizadas;
- Quando a pesquisa foi divulgada;
- Qual foi o instituto responsável;
- Quantas pessoas foram entrevistadas;
- Qual é a margem de erro;
- Qual é o nível de confiança;
- Qual cenário eleitoral foi testado;
- Se a pesquisa está registrada no TSE.
Essas informações ajudam a evitar interpretações equivocadas de números isolados.
Pesquisa nacional não deve ser confundida com levantamento estadual
Outro cuidado importante é diferenciar pesquisas nacionais de levantamentos realizados em estados específicos.
A AtlasIntel, por exemplo, divulgou em 22 de setembro uma pesquisa realizada especificamente em Pernambuco. Nesse levantamento estadual, Lula apareceu com 60,5% contra 32,7% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
A pesquisa ouviu 1.836 eleitores pernambucanos entre 15 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Esses números não podem ser utilizados para representar o eleitorado de todo o Brasil.
O levantamento de Pernambuco descreve a intenção de voto naquele estado.
Já as pesquisas nacionais citadas anteriormente foram desenhadas para representar o eleitorado brasileiro dentro de suas respectivas metodologias.
Essa distinção é fundamental para evitar que um resultado regional seja apresentado como se fosse uma pesquisa presidencial nacional.
O que a Quaest mostrou além do segundo turno
A pesquisa divulgada em 21 de setembro também apresentou dados sobre avaliação do governo federal.
Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados disseram desaprovar o governo Lula, enquanto 44% afirmaram aprová-lo. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Na avaliação da administração, 42% classificaram o governo como negativo, 33% como positivo e 23% como regular.
Esses números ajudam a contextualizar o ambiente político em que a disputa presidencial está ocorrendo.
Entretanto, avaliação de governo e intenção de voto são perguntas diferentes.
Um eleitor pode avaliar positivamente ou negativamente uma administração e, ainda assim, escolher outro candidato por razões diferentes.
Por isso, os indicadores não devem ser tratados como equivalentes.
Datafolha mostra equilíbrio também na rejeição
O Datafolha apresentou outro dado relevante para compreender a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, os dois registraram o mesmo percentual de rejeição: 47% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em cada um deles.
O índice havia sido de 46% para os dois candidatos na semana anterior.
A rejeição é uma variável diferente da intenção de voto.
Ela mede a resistência do eleitor a determinado candidato, enquanto a intenção de voto procura identificar em quem o entrevistado pretende votar.
As duas informações podem ser utilizadas conjuntamente para entender o cenário, mas uma não determina automaticamente a outra.
Por que o segundo turno é diferente do primeiro
No primeiro turno, os eleitores podem escolher entre vários candidatos.
No segundo turno, a quantidade de opções é reduzida para os dois candidatos mais votados na primeira etapa.
Isso faz com que a composição do eleitorado potencial de cada candidato possa mudar.
Eleitores que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno precisam decidir se votarão em um dos dois concorrentes restantes, votarão em branco, anularão o voto ou eventualmente não comparecerão.
Por esse motivo, o resultado de uma pesquisa de primeiro turno não pode ser simplesmente transportado para uma simulação de segundo turno.
Os institutos precisam perguntar diretamente ao entrevistado sobre o confronto entre os dois nomes.
O segundo turno ainda depende do resultado do primeiro
As simulações atuais de segundo turno são cenários hipotéticos.
Isso significa que os institutos perguntam aos entrevistados como eles se comportariam caso determinado confronto acontecesse.
A pesquisa não significa que aquele confronto necessariamente ocorrerá.
Nas Eleições de 2026, a definição dos dois candidatos que eventualmente avançarão ao segundo turno dependerá dos votos registrados na primeira etapa.
Portanto, os cenários divulgados pelas pesquisas devem ser lidos como simulações.
Como interpretar a pequena diferença entre os candidatos
Quando uma pesquisa aponta 42% para um candidato e 41% para outro, a informação principal não é necessariamente quem aparece com o número maior.
Nesse caso, o dado mais relevante é saber se a diferença ultrapassa a margem de erro.
Se a margem for de dois pontos, uma diferença de apenas um ponto está dentro da faixa estatística do levantamento.
O mesmo ocorre quando um candidato aparece com 46% e outro com 44% em uma pesquisa cuja margem de erro é de dois pontos.
Por isso, manchetes que transformam qualquer diferença numérica em “liderança” podem transmitir uma impressão diferente daquela permitida pelos próprios dados estatísticos.
A leitura mais cuidadosa é informar os percentuais e explicar a margem de erro.
O cenário das Eleições de 2026 em setembro
Os levantamentos realizados em setembro mostram uma disputa presidencial concentrada principalmente em Lula e Flávio Bolsonaro nos cenários de segundo turno testados pelos principais institutos.
Na Quaest, os dois aparecem com 42% e 41%. No Datafolha, com 46% e 44%. Na AtlasIntel, com 47,2% e 46,8%. No BTG/Nexus, com 46% e 45%.
Apesar das diferenças entre os percentuais, todos esses levantamentos apresentam uma característica comum: a distância entre os dois candidatos é pequena em relação às margens de erro informadas pelas pesquisas.
O cenário, portanto, não pode ser resumido a uma única pesquisa.
A melhor maneira de responder à pergunta sobre quem está na frente é apresentar o conjunto dos levantamentos e explicar que a posição numérica varia de acordo com o instituto e o período de coleta.
Perguntas frequentes sobre as pesquisas presidenciais
Quem aparece na frente nas pesquisas de segundo turno das Eleições de 2026?
Os resultados mais recentes apresentam alternância na liderança numérica. Na Quaest, divulgada em 21 de setembro, Flávio Bolsonaro aparece com 42%, contra 41% de Lula. No Datafolha, Lula tem 46%, contra 44% de Flávio. Na AtlasIntel, Flávio registra 47,2%, contra 46,8% de Lula. Na BTG/Nexus, Lula tem 46%, contra 45% de Flávio.
Existe empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro?
Sim. Os principais levantamentos recentes mostram diferenças dentro das respectivas margens de erro. Por isso, os resultados são classificados como empate técnico.
Qual foi a pesquisa mais recente?
Entre os principais levantamentos nacionais citados nesta análise, a pesquisa Quaest foi divulgada em 21 de setembro de 2026 e teve entrevistas realizadas entre 17 e 20 de setembro. O levantamento ouviu 2.004 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Quanto Lula marcou na Quaest?
Lula registrou 41% na simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro.
Quanto Flávio Bolsonaro marcou na Quaest?
Flávio Bolsonaro registrou 42% na mesma simulação de segundo turno. A diferença de um ponto para Lula ficou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Quanto Lula marcou no Datafolha?
No Datafolha divulgado em 17 de setembro, Lula apareceu com 46% em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
Quanto Flávio Bolsonaro marcou no Datafolha?
Flávio Bolsonaro registrou 44% na simulação de segundo turno do Datafolha. A diferença de dois pontos ficou dentro da margem de erro do levantamento.
O que a AtlasIntel mostrou?
A AtlasIntel registrou Flávio Bolsonaro com 47,2% e Lula com 46,8% em uma simulação de segundo turno. A margem de erro era de um ponto percentual.
O que mostrou a pesquisa BTG/Nexus?
O levantamento BTG/Nexus apontou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% em uma simulação de segundo turno. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
As pesquisas conseguem prever quem vai ganhar?
Não. Pesquisas de intenção de voto registram a preferência dos entrevistados no período em que foram realizadas. Elas não substituem a apuração oficial dos votos e podem mudar conforme novos acontecimentos da campanha e alterações na opinião do eleitorado.
Quando será o primeiro turno das Eleições de 2026?
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro foi realizada 13 dias antes da votação.
Conclusão: pesquisas apontam disputa apertada para a Presidência
Os dados mais recentes disponíveis mostram que a disputa presidencial das Eleições de 2026 permanece aberta nas simulações de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A Quaest divulgada em 21 de setembro colocou Flávio Bolsonaro numericamente à frente, com 42%, contra 41% de Lula. No entanto, a margem de erro de dois pontos mantém os dois em empate técnico.
O Datafolha, por sua vez, apresentou Lula com 46% e Flávio com 44%, também em empate técnico.
A AtlasIntel registrou Flávio com 47,2% e Lula com 46,8%, enquanto a pesquisa BTG/Nexus apontou Lula com 46% e Flávio com 45%.
Assim, os levantamentos não permitem apontar, neste momento, uma liderança estatística consolidada no segundo turno. O que aparece de maneira consistente é um cenário de equilíbrio entre os dois nomes nas pesquisas nacionais recentes.
É importante, portanto, acompanhar a data de cada levantamento, sua metodologia, margem de erro e registro no TSE antes de interpretar os números.
Como a votação ainda não ocorreu, os resultados das pesquisas representam fotografias de diferentes momentos da campanha. A definição do resultado das Eleições de 2026 ocorrerá somente a partir dos votos efetivamente registrados nas urnas.
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