Bruno Lamas e o protagonismo na descentralização da qualificação profissional e inovação no ES
A atuação de Lamas na secretaria colocou a qualificação profissional no centro de uma estratégia que combinou formação, empreendedorismo, tecnologia e interiorização.

Em uma eleição marcada por diferentes discursos sobre emprego, renda, inovação e desenvolvimento econômico, o legado deixado por Bruno Lamas na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) merece atenção.
O agora candidato a deputado estadual, quando esteve à frente da pasta, conseguiu implementar políticas públicas que descentralizaram a qualificação profissional, fazendo com que a capacitação ultrapassasse os muros da Grande Vitória, alcançando capixabas de outras regiões mais distantes da capital.
A atuação de Lamas na secretaria colocou a qualificação profissional no centro de uma estratégia que combinou formação, empreendedorismo, tecnologia e interiorização.
O principal exemplo é o Qualificar ES, programa que, sob gestão da Secti, ampliou sua presença territorial e alcançou os 78 municípios capixabas. Segundo dados do Governo do Estado, mais de 700 mil vagas de qualificação já foram oferecidas desde 2019.
O programa oferece cursos presenciais, semipresenciais e on-line em diferentes áreas. Durante a gestão de Lamas, em 2023, por exemplo, chegou a ultrapassar 100 mil vagas ofertadas em um único ano. Nesse mesmo período, promoveu capacitações presenciais em municípios do interior e realizou mutirões de inscrição em cidades como Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Guaçuí, Ibatiba, Iúna, Muniz Freire, Piúma, além de municípios da Grande Vitória e de outras regiões.
Entretanto, a passagem de Bruno Lamas pela Secti não ficou restrita à oferta tradicional de cursos. Na sua gestão, a secretaria ampliou iniciativas de formação avançada e utilizou a plataforma Coursera para oferecer capacitação com certificação internacional, inclusive com vagas para servidores públicos.
Autonomia e liberdade financeira para mulheres
No empreendedorismo, o programa Mulheres Empreendedoras ofereceu cursos on-line voltados a áreas como finanças, operações, marketing, negociação e liderança. A iniciativa busca transformar capacitação em ferramenta para que mulheres possam desenvolver negócios e ampliar sua autonomia econômica.
E aqui existe uma discussão que merece ser feita com mais profundidade: a relação entre autonomia financeira e enfrentamento da violência contra a mulher. Não se trata de afirmar que um curso profissionalizante, sozinho, seja capaz de resolver um problema complexo como a violência doméstica.
Entretanto, a dependência econômica pode dificultar a saída de relações abusivas, e políticas que ampliam o acesso à renda, ao trabalho e à qualificação podem integrar uma rede mais ampla de proteção e autonomia.
O próprio Governo do Espírito Santo passou a articular esse eixo em políticas específicas. Em 2025, por exemplo, o Qualificar ES, em parceria com a Secretaria Estadual das Mulheres, abriu 1.370 vagas exclusivas para mulheres em 28 municípios dentro do programa Mulher Viva+.
A relação entre qualificação e autonomia feminina também apareceu em 2023, quando o Qualificar ES ofertou 12 mil vagas on-line exclusivas para mulheres e abriu outras ofertas presenciais destinadas ao público feminino, com cursos voltados ao empreendedorismo e à entrada no mercado de trabalho. Em uma das ações, o próprio Bruno Lamas destacou a possibilidade de as participantes criarem seus negócios e conquistarem independência financeira.
Juventude e mercado de trabalho
Outro ponto relevante é a conexão entre formação e juventude. Um jovem que conclui o ensino médio, mas não encontra uma ponte entre educação e mercado de trabalho, enfrenta uma barreira que vai além da falta de uma vaga.
A formação profissional pode funcionar justamente como essa ponte. Um relatório conjunto da Organização Internacional do Trabalho e do Banco Mundial, publicado em 2026 após analisar evidências de 228 estudos em 62 países, encontrou impactos positivos de programas bem desenhados de inserção profissional sobre emprego e renda dos jovens, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
Por isso, olhar para a atuação de Bruno Lamas na Secti permite compreender que a política pública de qualificação profissional implementada na sua gestão não é apenas sobre ensinar uma profissão. É sobre aproximar pessoas das oportunidades que surgem em uma economia cada vez mais dependente de conhecimento e novas competências.
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