Setembro Verde: idosos também podem doar órgãos em vida
Pessoas com mais de 60 anos podem doar órgãos em vida, desde que uma avaliação completa confirme condições seguras para o procedimento.

A idade, sozinha, não impede uma pessoa idosa de se tornar doadora viva de órgãos. Inclusive, idosos podem ser doadores vivos de órgãos, desde que cumpram os critérios médicos. A decisão depende, principalmente, de uma avaliação completa da saúde.
No Brasil, pessoas vivas podem doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte dos pulmões. A compatibilidade sanguínea também entra na avaliação.
Leia também – Doação de órgãos: como registrar sua vontade e avisar a família
Entretanto, a equipe responsável precisa analisar cuidadosamente as condições de quem pretende doar. Afinal, a pessoa doadora não apresenta uma doença que exija o transplante.
Por isso, o processo busca proteger sua saúde e, ao mesmo tempo, verificar se o órgão oferece boas condições para o receptor.
Idosos podem ser doadores vivos de órgãos?
Sim. A idade avançada não representa, por si só, uma contraindicação para a doação em vida.
No entanto, o envelhecimento pode aumentar a ocorrência de hipertensão, diabetes, alterações cardiovasculares e problemas na função dos rins.
Por isso, pessoas com mais de 60 anos costumam passar por uma investigação ainda mais detalhada antes da decisão.
A equipe avalia o histórico de saúde, doenças anteriores, exames laboratoriais, funcionamento dos rins, coração e outros aspectos relevantes.
Além disso, exames de imagem ajudam a verificar as condições do órgão que poderá ser transplantado.
O que a avaliação considera?
A equipe precisa confirmar se a cirurgia apresenta riscos aceitáveis para quem pretende doar. Também deve verificar se a pessoa consegue manter uma boa condição de saúde após a retirada do órgão ou de parte dele.
Assim, a decisão não depende apenas da idade. O estado geral de saúde, a expectativa de vida e a função dos órgãos entram na análise.
O órgão destinado ao transplante também passa por avaliação. A equipe verifica suas condições e a perspectiva de funcionamento após o procedimento.
Quem pode doar um órgão em vida?
A legislação brasileira permite a doação entre parentes de até quarto grau e entre cônjuges sem necessidade de autorização judicial.
Quando não existe esse grau de parentesco, a doação também pode ocorrer. Nesse caso, porém, a legislação exige autorização judicial.
O processo ainda precisa respeitar o caráter voluntário da decisão. A avaliação busca assegurar que a pessoa compreenda os riscos e participe da escolha de forma livre.
Quais órgãos podem ser doados em vida?
Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa viva pode doar:
- um dos rins;
- parte do fígado;
- parte da medula óssea;
- parte dos pulmões.
A possibilidade depende das condições clínicas do doador, da compatibilidade e das características do transplante.
Cada situação exige uma avaliação individual. Portanto, a existência de um órgão que pode ser doado não significa que qualquer pessoa possa realizar o procedimento.
Por que a avaliação fica mais cuidadosa depois dos 60?
Com o avanço da idade, aumentam as chances de surgirem condições que podem elevar os riscos de uma cirurgia.
Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e alterações renais, por exemplo, podem interferir na segurança da doação. Por isso, a equipe pode solicitar exames de sangue e urina, testes para avaliar a função renal, exames de imagem e avaliação cardiovascular.
A análise também considera se a pessoa conseguirá permanecer saudável depois da retirada do órgão. Dessa forma, o objetivo não consiste apenas em verificar se existe compatibilidade. A prioridade envolve preservar a saúde de quem doa e oferecer boas condições para quem recebe.
Como está o cenário dos transplantes no Brasil?
Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes. A taxa chegou a 20,3 doadores por milhão de habitantes, o maior índice registrado até então. Mesmo assim, 49,4 mil pessoas aguardavam um transplante no país, de acordo com os dados apresentados pelo sistema.
Nesse contexto, a doação em vida representa uma das possibilidades dentro da política de transplantes. Porém, ela sempre depende de avaliação individual e dos critérios estabelecidos para cada procedimento.
O que o Setembro Verde reforça?
A campanha Setembro Verde amplia a discussão sobre doação e transplantes e ajuda a esclarecer dúvidas sobre o processo.
No caso da doação em vida, uma das informações importantes envolve a idade. Ter mais de 60 anos não significa exclusão automática.
Por outro lado, a idade também não garante que uma pessoa esteja apta a doar. A decisão depende de uma investigação detalhada sobre sua saúde.
Assim, cada caso precisa considerar os riscos para quem doa, as condições do órgão e as necessidades de quem espera pelo transplante.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiVocê no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726