Política Nacional

Presos, Vorcaro e ex-presidente do INSS votam; Bolsonaro fica de fora

Daniel Vorcaro e Alessandro Stefanutto estão presos preventivamente e mantêm os direitos políticos; situação é diferente da de Jair Bolsonaro.

Foto: Divulgação

Dois nomes envolvidos em investigações e atualmente presos participaram das eleições neste domingo (4), em Brasília. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto votaram pela manhã porque, apesar das prisões, ainda não possuem condenação criminal definitiva.

A situação chama atenção pelo contraste com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que não pode votar. A diferença está no estágio jurídico de cada caso e nas regras previstas pela Constituição para a suspensão dos direitos políticos.

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Por que presos provisórios podem votar?

Vorcaro e Stefanutto cumprem prisão preventiva. Por serem presos provisórios, eles mantêm o direito de participar das eleições enquanto não houver condenação criminal definitiva.

A Constituição estabelece a suspensão dos direitos políticos em caso de condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos. Dessa forma, a prisão preventiva, por si só, não retira o direito ao voto.

Vorcaro está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. Em setembro, a defesa pediu a revogação da prisão.

Stefanutto também cumpre prisão preventiva. O ex-presidente do INSS foi preso em novembro de 2025 durante a Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

Em agosto de 2026, a Polícia Federal informou ter indiciado Stefanutto em um novo inquérito relacionado ao caso.

Por que Bolsonaro não pode votar?

A situação de Jair Bolsonaro é diferente. O ex-presidente recebeu condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados à trama golpista.

Bolsonaro começou a cumprir a pena em novembro de 2025. Desde março, ele está em prisão domiciliar.

Com a condenação criminal definitiva, seus direitos políticos ficam suspensos durante o período previsto pela legislação. Por isso, diferentemente dos presos provisórios, Bolsonaro não pode participar da votação.

Careca do INSS também pediu para votar

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, também solicitou a possibilidade de votar neste domingo.

Segundo interlocutores, porém, a defesa recebeu a informação de que problemas de logística poderiam impedir o exercício do direito ao voto.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.