Ex-marido teria usado promessa de reconciliação para atrair grávida à morte
Ex-marido teria usado promessa de reconciliação para atrair Juliana até sua casa, onde ela foi assassinada em Cachoeiro, segundo delegado.

Uma possível reconciliação teria sido usada como armadilha para atrair Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, até a casa do ex-marido, onde ela foi assassinada, em Cachoeiro de Itapemirim.
Segundo o delegado Felipe Vivas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito convenceu a vítima a ir ao imóvel sob o argumento de que precisava conversar sobre uma possível retomada do relacionamento.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!De acordo com o delegado, Diego Marques Alves, de 31 anos, teria afirmado à Juliana que sua atual companheira não estava em casa. Na ocasião, o companheiro de Juliana estava dormindo, e ela decidiu ir até a residência do ex-marido acompanhada do filho.
Ao perceber que Juliana estava com a criança, Diego teria orientado a vítima a voltar para casa. Cerca de uma hora depois, ele voltou a entrar em contato e combinou de buscá-la, desta vez sem o filho, para que pudessem conversar.
Conforme a investigação, foi nesse segundo encontro que Juliana acabou atraída até a residência, no bairro Zumbi, onde o suspeito teria executado o crime.
Segundo informações da Polícia Civil, Diego teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” e atingido Juliana com uma facada no pescoço. Em seguida, teria levado o corpo até o banheiro, onde ocorreu o esquartejamento.
Posteriormente, o suspeito teria utilizado um Fusca para transportar os restos mortais até a região de Monte Líbano, onde o corpo foi incendiado.
Juliana, que estava grávida de aproximadamente quatro meses, desapareceu na madrugada de segunda-feira (12). O corpo foi encontrado carbonizado na quarta-feira (14).
A Polícia Civil prendeu em flagrante Diego Marques Alves, de 31 anos, e sua atual companheira, Geovana Maria Vieira, de 24 anos. Ambos foram autuados por ocultação de cadáver.
A polícia também solicitou a prisão temporária dos dois por feminicídio e aborto sem consentimento. A DHPP investiga a participação de cada suspeito e a hipótese de que o crime tenha sido premeditado.
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