Menopausa e saúde dos ossos: por que essa fase exige atenção?
A queda do estrogênio durante a menopausa pode acelerar a perda de massa óssea. Conheça os fatores de risco e saiba como prevenir a osteoporose.

Durante a menopausa, a queda do estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea e aumentar o risco de osteoporose e fraturas. Por isso, cuidar dos ossos merece atenção especial nessa fase da vida. O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção da saúde da mulher, enquanto o Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, alerta para os riscos de uma condição que pode evoluir silenciosamente.
Segundo Roberta Sant’Ana Alves Guarçoni, médica ginecologista e obstetra da Unimed Sul Capixaba, a saúde óssea deve fazer parte dos cuidados durante a transição para a menopausa e após essa fase.
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“É uma fase em que a mulher precisa olhar para a saúde de forma mais ampla. A perda de massa óssea pode acontecer de maneira silenciosa, sem sintomas, até que uma fratura ocorra. Por isso, o acompanhamento médico e a avaliação dos fatores de risco são importantes”, explica.
Por que a menopausa aumenta o risco de osteoporose?
O estrogênio participa da manutenção da massa óssea. Quando seus níveis diminuem durante a menopausa, o organismo pode perder tecido ósseo mais rapidamente.
Com o tempo, essa perda pode levar à osteopenia, caracterizada pela redução da densidade mineral dos ossos, ou evoluir para a osteoporose. Nessa última condição, os ossos ficam mais frágeis e suscetíveis a fraturas.
Um dos desafios é que a osteoporose geralmente não provoca sintomas nas fases iniciais. Muitas mulheres descobrem o problema somente depois de uma fratura, o que reforça a importância de avaliar os fatores de risco antes que ocorram complicações.
Quais fatores aumentam o risco de perda óssea?
A menopausa não afeta todas as mulheres da mesma maneira. Além das alterações hormonais, outros fatores podem contribuir para o enfraquecimento dos ossos.
Entre os principais estão:
- Histórico familiar de osteoporose;
- Baixo peso corporal;
- Sedentarismo;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Alimentação inadequada;
- Menopausa precoce;
- Histórico pessoal de fraturas;
- Algumas doenças e tratamentos que afetam os ossos.
Por isso, a avaliação deve considerar o histórico de saúde e as características de cada mulher. A presença de fatores de risco não significa, necessariamente, que ela desenvolverá osteoporose, mas indica a importância de conversar com um profissional de saúde.
Como proteger os ossos durante a menopausa?
A prevenção começa com hábitos que favorecem a saúde óssea ao longo da vida. Uma alimentação equilibrada, com quantidades adequadas de cálcio e vitamina D, contribui para a manutenção dos ossos.
Além disso, a prática regular de exercícios físicos ajuda a preservar a massa óssea e fortalecer os músculos. Atividades que envolvem sustentação do próprio peso e exercícios de força também favorecem o equilíbrio e a mobilidade, reduzindo o risco de quedas.
Evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool são outras medidas importantes. A suplementação de cálcio ou vitamina D, entretanto, não deve ocorrer automaticamente: a necessidade depende da alimentação, das condições clínicas e da avaliação individual.
“Não existe uma única recomendação que sirva para todas as mulheres. A necessidade de exames, suplementação ou outros tratamentos depende da história clínica e dos fatores de risco de cada uma. Por isso, o acompanhamento individualizado é fundamental”, destaca Roberta.
Quando fazer a densitometria óssea?
A densitometria óssea é um exame que mede a densidade mineral dos ossos e ajuda a identificar a osteopenia e a osteoporose. O profissional de saúde indica o exame conforme a idade, o histórico clínico e os fatores de risco.
Nem todas as mulheres precisam realizar a densitometria no mesmo momento. Por isso, o acompanhamento durante a menopausa permite avaliar a necessidade do exame e definir os cuidados mais adequados.
Saúde da mulher vai além da prevenção do câncer de mama
O Outubro Rosa amplia a discussão sobre a saúde feminina, enquanto o Dia Mundial da Osteoporose reforça a importância de prevenir a perda óssea. As duas iniciativas lembram que o cuidado precisa acompanhar as diferentes etapas da vida.
“A prevenção precisa acompanhar a mulher em todas as fases da vida. Cuidar das mamas é importante, mas também precisamos estar atentos à saúde dos ossos, à saúde cardiovascular, à saúde ginecológica e a tantos outros aspectos que podem mudar ao longo dos anos”, afirma a médica.
Assim, o acompanhamento médico ajuda a reconhecer riscos, orientar medidas preventivas e identificar possíveis alterações. Cuidar da saúde óssea durante a menopausa também significa preservar a mobilidade, a independência e a qualidade de vida nos anos seguintes.
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