Saúde e Bem-estar

Março Lilás: lute contra o câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero afeta principalmente mulheres negras e indígenas, com altas taxas de mortalidade. A campanha Março Lilás promove a vacinação, exames preventivos e tratamento adequado para reduzir esses números.

A foto mostra uma médica apresentando uma maquete do útero
FOTO: Freepik

O câncer de colo de útero provoca altas taxas de mortalidade, principalmente entre mulheres negras e indígenas. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa doença lidera as causas de morte por câncer em mulheres com até 36 anos e ocupa o segundo lugar até os 60 anos. Para reduzir esse impacto, a campanha Março Lilás promove a conscientização sobre prevenção e tratamento eficaz.

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Estratégia global para erradicação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estruturou uma estratégia baseada em três pilares: vacinação contra o HPV, rastreamento precoce e tratamento eficaz. Até 2030, a meta prevê que 90% das meninas tomem a vacina contra o HPV até os 15 anos, 70% das mulheres realizem exames preventivos aos 35 e 45 anos, e 90% das diagnosticadas com lesões cervicais recebam tratamento adequado.

Desigualdades e impacto regional

As taxas de mortalidade continuam elevadas, especialmente no Norte e Nordeste. Em 2021, a região Norte registrou 9,07 mortes por 100 mil mulheres, enquanto o Nordeste apresentou uma taxa de 5,61. Além disso, desigualdades raciais aumentam os riscos: mulheres negras possuem 30% mais chances de morrer pela doença em comparação com mulheres brancas. Já entre mulheres indígenas, esse índice sobe para 82%.

Vacinação e ações do SUS

O Ministério da Saúde mantém campanhas ativas para ampliar a vacinação contra o HPV, responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero. O SUS oferece a vacina quadrivalente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários. Já na rede privada, a vacina nonavalente protege contra nove tipos de HPV e garante 90% de eficácia.

Prevenção e diagnóstico precoce

Médicos recomendam exames regulares, como o Papanicolau, para identificar lesões precursoras da doença. Além disso, fatores de risco como tabagismo e múltiplos parceiros sexuais exigem atenção e mudanças de hábito.

Conscientização e ação coletiva

O Março Lilás alerta sobre a importância da informação, da vacinação e dos exames preventivos. A erradicação do câncer de colo de útero depende de esforços individuais e coletivos. Com ações contínuas, salvar vidas se torna possível.

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