Empresas espanholas vencem PPP de esgoto em 43 cidades do ES
O Consórcio GS Inima venceu o Lote A, que reúne 35 municípios, enquanto a Acciona Agua ficou com o Lote B, formado por oito cidades.

A tarde desta terça-feira (17) marcou um passo político e financeiro decisivo para o Espírito Santo. Em sessão realizada na B3, em São Paulo, o governo estadual firmou duas Parcerias Público-Privadas (PPPs) que transferem a gestão de coleta e tratamento de esgoto a consórcios espanhóis por 25 anos, sem reajuste imediato para os usuários da Cesan. O Consórcio GS Inima venceu o Lote A, que reúne 35 municípios, enquanto a Acciona Agua ficou com o Lote B, formado por oito cidades.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiOs contratos somam quase R$ 7 bilhões, R$ 1,48 bilhão em investimentos diretos e cerca de R$ 5,24 bilhões em custo operacional. No Lote A, serão R$ 1,08 bilhão investidos e R$ 3,85 bilhões em operação; no Lote B, R$ 399,6 milhões e R$ 1,39 bilhão, respectivamente, por 23 anos. O projeto prevê 39 estações de tratamento, 219 estações elevatórias, 1.200 km de redes coletoras e mais 371 mil moradores atendidos até 2033.
Presente ao evento, o governador Renato Casagrande classificou o resultado como “histórico” e reforçou o objetivo de universalizar o saneamento dentro do prazo do marco legal. Em tom político, atribuiu o sucesso do leilão ao equilíbrio fiscal alcançado pelo Estado, destacando que “investir em saneamento é investir em saúde, meio ambiente e competitividade econômica”.
Para o presidente da Cesan, Munir Abud, a entrada do capital estrangeiro inaugura um novo ciclo de obras estruturantes. Ele argumenta que a parceria consolida o Espírito Santo como vitrine nacional de saneamento, uma vez que todos os 53 municípios atendidos pela empresa, agora incluindo os 43 dos lotes leiloados, passarão a operar em regime de PPP.
O Lote A abrange cidades do litoral norte, da serra capixaba e do noroeste, como Aracruz, Nova Venécia e Vitória. Já o Lote B concentra municípios da região serrana e turística, entre eles Guarapari, Anchieta e Viana. Os contratos devem ser assinados em até 90 dias, abrindo caminho para a fase de projetos executivos e licenciamento ambiental. A expectativa do Palácio Anchieta é usar o tema como vitrine de gestão em 2026, quando o debate sobre infraestrutura e serviços públicos deve ganhar centralidade no calendário eleitoral.
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