Arrependidos? Deputados se desculpam após voto a favor da PEC da Blindagem
O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), por exemplo, ajudou a aprovar o texto na Câmara dos Deputados, mas afirmou que vai recorrer ao STF contra a PEC.

Deputados federais de diferentes partidos foram às redes sociais para se desculpar após a repercussão negativa à aprovação da chamada PEC da Blindagem, que tira poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e transfere para o Congresso Nacional a decisão de conceder ou não a autorização para a prisão e abertura de processos contra parlamentares.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), por exemplo, ajudou a aprovar o texto na Câmara dos Deputados, mas afirmou que vai recorrer ao STF contra a PEC.
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“Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho e saímos derrotados na votação da PEC e na votação da Anistia. Pela forma como foi conduzida a manobra na PEC e a votação da Anistia, eu estou entrando com o mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para que anule a votação e a manobra que foi feita para a volta do voto secreto”, disse.
Já Silvye Alves (União), alegou que foi pressionada por correligionários a votar a favor do texto durante a sessão. Nas redes sociais, ela afirmou que vai pedir desfiliação da legenda.
“Eu cometi um erro gravíssimo na última terça-feira, durante a votação ali da PEC e da blindagem. Eu fui covarde, eu cedi a pressão, por volta de quase 11 horas da noite eu mudei meu voto e eu não fui forte, sabe, eu sou uma mulher super forte e eu não tive naquele momento força para fazer o correto e eu quero pedir perdão para vocês”, deputada federal Silvia Alves (UNIÃO).
Quem também se declarou arrependido e se comprometeu a derrubar a proposta foi o deputado Thiago de Joaldo (Progressistas-SE).
“Como eu não tenho compromisso com o erro e nem dívidas com a justiça, reconheço que falhei, peço desculpas e trabalharei para corrigir assumindo o dever de me somar a outros colegas que também escutaram as vozes das ruas para derrubar a PEC no Senado e questionar possíveis vícios de tramitação, sobretudo na votação do segundo turno da PEC”, afrimou.
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