Cidades

Ajude Kayc, de Itapemirim, a continuar seu tratamento com conforto e qualidade de vida

Um pedido de ajuda que vem do amor e da coragem de uma mãe que nunca desistiu.

vaquinha para ajudar Kayc
Foto: Arquivo Pessoal

A história de Kayc Miguel, morador de Itaipava em Itapemirim, começou antes mesmo do primeiro choro. Prematuro extremo, ele nasceu com 31 semanas, pesando pouco mais de 1,5 kg, frágil e em desnutrição. Desde aquele 28 de janeiro de 2015, sua vida se transformou em uma sucessão de batalhas e todas enfrentadas com a força de um guerreiro e a fé de uma família que nunca deixou de acreditar.

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A mãe recorda cada minuto dos primeiros meses. Com apenas um mês na UTI, ele foi transferido para a UADC, mas retornou de emergência no dia seguinte com necrose intestinal. Passou pela primeira cirurgia em estado crítico. Sobreviveu. Voltou para a UADC, seguiu lutando e, finalmente, recebeu alta para casa.

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Contudo, poucos dias depois, o pesadelo recomeçou: anemia severa, transfusões, novas idas e vindas ao hospital. Um médico percebeu que a cabeça de Kayc estava maior do que o normal. Vieram os exames. Os resultados trouxeram um diagnóstico duro: hidrocefalia e hemorragia cerebral, condições graves em um bebê tão pequeno.

A partir daí, iniciou-se uma jornada longa e dolorosa. Kayc enfrentou convulsões diárias, infecções, cirurgias para colocar e retirar válvulas, internações intermináveis e incertezas constantes. Foram dois meses no Hospital Evangélico e mais seis meses no Hifa Aquidabã até finalmente ir para casa pela primeira vez sem previsão de retorno imediato. Mesmo assim, precisava de acompanhamento constante e especializado.

Vencendo a cada dia

Apesar de todas as adversidades, Kayc cresceu. Viveu nove anos sem internação, sempre em tratamento, sempre com limitação, mas sempre sorrindo.

Este ano, porém, o ciclo voltou. Uma gripe aparentemente simples o deixou sem se alimentar, levando-o à desnutrição e desidratação. Em julho, ele ficou 17 dias internado. Em agosto, enfrentou o período mais difícil desde o nascimento: foram 17 dias na UTIP e 77 dias na enfermaria. Ao todo, 96 dias longe de casa, longe dos irmãos, longe do quarto, longe do aconchego da família.

Hoje, com 10 anos, Kayc necessita de cuidados que exigem dedicação integral. Ele faz acompanhamento com neuro, gastro, fono, fisio, urologista, dermatologista, oftalmo, nefro, pediatra e ortopedista. Tem alergias graves, precisa de trocas constantes de roupa e lençóis, exige produtos específicos de higiene e tratamento da pele. Além disso, ele precisa manter estimulação sensorial — mesmo enxergando muito pouco, ele reconhece cores e sons e se acalma com pequenos estímulos.

A mãe, que antes trabalhava para ajudar no sustento, precisou abandonar o emprego para cuidar exclusivamente do filho. A renda da família, que já era limitada, ficou ainda mais apertada. Eles pagam aluguel, compram remédios, pomadas, fraldas, leite, produtos de limpeza e materiais que não são fornecidos pelo poder público. O marido, pescador, sustenta a casa e ainda paga pensão dos filhos de um relacionamento anterior. As despesas ultrapassam o que conseguem arcar.

A casa precisa de melhorias. Kayc precisa de uma cama hospitalar mais segura. Precisa de fisioterapia intensa particular, porque o Estado não oferece a carga horária necessária para evitar que ele atrofie ainda mais. Precisa de estímulos, como uma TV ou tablet, que são sua única forma de brincar e interagir com o mundo.

Uma corrente de solidariedade para manter Kayc em tratamento

Diante de tantas necessidades e da impossibilidade de arcar com todos os custos, a família criou uma vaquinha online para ajudar no tratamento de Kayc Miguel. O objetivo é garantir:

  • uma cama hospitalar adequada
  • sessões de fisioterapia intensiva
  • produtos de higiene e cuidados diários
  • medicamentos e pomadas específicas
  • materiais de uso contínuo, como fraldas e lençóis
  • um tablet ou TV para estimular sua visão limitada
  • despesas básicas da casa, impactadas pela dedicação integral da mãe

Cada contribuição ajuda Kayc a continuar lutando com dignidade e esperança.

Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.