Festival Beira-Mar leva teatro e atrações gratuitas a Itapemirim
Evento reúne espetáculos, oficinas, debates e feira de adoção em Itaoca

Itapemirim se prepara para receber a primeira edição do Festival Beira-Mar de Teatro. O evento será realizado de 18 a 21 de dezembro, em uma tenda montada em Itaoca, e oferecerá uma programação gratuita com espetáculos, oficinas, rodas de conversa, atividades formativas e até uma feira de adoção de animais. A produção é do grupo teatral Boyásha.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO festival marca a estreia de um evento teatral no município, reunindo artistas capixabas e grupos de outros estados. Entre as atrações mais aguardadas está o Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), uma das companhias mais reconhecidas e premiadas do país. Eles apresentarão “De Tempo Somos – Um Sarau do Grupo Galpão”, montagem que mistura música, poesia e reflexões sobre o tempo e a criação artística.
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Outro destaque nacional é o Circo Dux, do Rio de Janeiro, que levará ao palco o espetáculo “Mix Dux”, reunindo alguns de seus principais números desenvolvidos ao longo de quase duas décadas de pesquisa.
Atrações capixabas
O evento também valoriza artistas do Espírito Santo. O Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, apresentará “A Lenda de um Homem sem Nome”, peça marcada por mistério e elementos fantásticos. Já a Imprópria Trupe, da Serra, encenará “O Menino do Dedo Verde”, história de um garoto que descobre ter um dom especial.
Para o público infantil, duas companhias prepararam contações de histórias: a Cia NÓS de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim, com “Um Cesto de Histórias”; e o Ato Falho Coletivo, de Vila Velha, com “Se Nós Fôssemos Peixes”.
Entretanto, a programação inclui ainda apresentações solo. Gab Kruger, de Guarapari, estará com “Giros”, enquanto Chris Estéticah, de Vitória, apresentará a performance “Não Recomendada”, uma reflexão sobre corpos que fogem dos padrões impostos.
Diálogo, oficinas e capoeira
Assim, segundo o diretor de produção do festival e integrante do Boyásha, João Paulo Stein, o evento busca ocupar o espaço público e aproximar diferentes públicos das artes cênicas.
“Os festivais de rua devolvem às pessoas o direito de viver e compartilhar a arte. O Beira-Mar quer dialogar com crianças, jovens e adultos, rompendo barreiras sociais e culturais”, afirma.
Após cada espetáculo, artistas e público participarão de um bate-papo. O Fórum Livre da Cultura de Itapemirim também promoverá um debate sobre políticas culturais.
Além disso, três oficinas estarão abertas ao público: “Iniciação à Palhaçaria”, com o Circo Dux; “Contação de Histórias”, com a Cia NÓS de Teatro; e “Preparação Vocal”, realizada pelo Boyásha. Uma roda de capoeira e maculelê será conduzida pela Academia de Capoeira Guerreiros da Arte.
Homenagem ao cão Beira-Mar
Contudo, o festival recebe esse nome em homenagem ao vira-lata Beira-Mar, conhecido como o “Guardião da Praia de Itaoca”. Após perder o tutor, o animal adotou a praia e se tornou símbolo de afeto para moradores e turistas, sobretudo crianças. Ele morreu em 2023, deixando forte vínculo com a comunidade.
Durante o evento, a ONG Patrulha Animal realizará a “Feira Beira-Mar”, que arrecadará alimentos e promoverá adoções responsáveis. A entidade cuidava do cão enquanto ele estava vivo.
Conexão cultural
Para o diretor artístico do festival, Murilo Iglesias, a proposta é construir redes culturais entre diferentes territórios.
“O Festival Beira-Mar ativa uma troca intensa de saberes entre artistas, técnicos e gestores, sempre dialogando com a diversidade cultural do Sul do Espírito Santo”, destaca.
Dessa forma, a programação completa será divulgada em breve. O evento conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secult-ES, e apoio da Prefeitura de Itapemirim, da Events Macchina e da ONG Patrulha Animal.