Ratinho Júnior diz que PSD definirá candidato até final de março ou começo de abril
Em discurso durante almoço com banqueiros, organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Ratinho Júnior admitiu que seu nome tem sido discutido internamente

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou nesta quarta-feira (4), que o partido deve definir o candidato à Presidência da República até o final de março ou começo de abril. Em discurso durante almoço com banqueiros, organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Ratinho Júnior admitiu que seu nome tem sido discutido internamente como possível representante da legenda na eleição presidencial.
“Eu não sou ainda candidato, estou trabalhando dentro do partido”, afirmou, ao citar os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Goiás, Ronaldo Caiado, como outros dos possíveis políticos que poderiam ser indicados postulantes ao Planalto. “A ideia é que até o final de março, início de abril isso já esteja definido para que possamos apresentar alguém que possa liderar um novo projeto”, acrescentou.
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O governador também exortou o País a promover uma renovação das lideranças políticas, após três mandatos não consecutivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nada contra ele, mas acho que o presidente já fez a sua contribuição, já colaborou com erros e acertos, e agora chegou o momento de a gente apresentar um projeto de um novo Brasil”, disse.
A ABBC tem realizado uma série de encontros para aproximar o setor bancário de lideranças públicas cotadas à disputa ao Planalto. Como parte da iniciativa, a entidade já promoveu reuniões com os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Na abertura do evento, o presidente da ABBC, Leandro Vilain, defendeu o diálogo como forma de atravessar o ambiente “desafiador” do ponto de vista fiscal, político e geopolítico. Vilain também criticou o cenário de polarização e radicalismo, além de enfatizar a importância de lideranças que conduzam o país com política de prazo. “Ninguém aguenta mais populismo”, disse.
Vilain também expressou preocupação com fatores estruturais prejudiciais à estabilidade econômica. “Equilíbrio fiscal é fundamental, mas não é o único fator para buscar juros condizentes com crescimento sustentável’, disse, ao acrescentar que forçar taxas baixas sem os fundamentos econômicos solidificados é ineficiente.
O dirigente pediu previsibilidade no ambiente de negócios, com redução de litígios e enfrentamento do que chamou de “litigância predatória”. Ele estimou cerca de R$ 65 bilhões em provisionamento cível, fiscal e trabalhista. “Isso vai diretamente para o custo de crédito”, comentou.
Governador diz que país gasta de forma irresponsável
O governador do Paraná defendeu a implementação de políticas que garantam segurança jurídica e equilíbrio fiscal, durante evento. Para ele, o País gasta “de forma irresponsável” sem foco no desenvolvimento econômico e social.
Ratinho Júnior criticou os investimentos mobilizados para a realização da COP30, em Belém, no ano passado. “O assunto é importante, o meio ambiente tem que ser debatido, mas foram gastos R$ 7 bilhões no evento, enquanto temos milhares de pessoas sem nenhum tipo de saneamento”, disse. “O Brasil não sabe eleger prioridades, especialmente o governo que esta aí”, acrescentou, em referência à gestão do presidente Lula.
O governador também argumentou sobre a importância de se superar a polarização política. “Essa briga ideológica tem feito com que o Brasil fique andando para trás e não está garantindo o desenvolvimento”, ressaltou.
Sem se apresentar como candidato à presidência, Ratinho Júnior disse ver potencial para o País assuma o protagonismo em energia verde, transição energética e desenvolvimento de data centers. “Nós podemos ser a Arábia Saudita do biogás com a capacidade que nós temos. Nós podemos ser o computador do mundo”, pontuou.
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