Solidariedade & saúde mental

Viva Vida

em 16 de mar de 2026, às 11h45

Solidariedade & saúde mental

O podcast Viva Vida, exibido em 12 de março, discutiu um tema cada vez mais necessário: Solidariedade & saúde mental. O episódio reuniu o psicólogo Daniel Borges e Christiane Oggione, representante da ONG Conta a Gota. Durante a conversa, os convidados analisaram como atitudes simples de cuidado transformam quem recebe ajuda. Além disso, eles explicaram como essas ações também fortalecem o equilíbrio emocional de quem pratica o bem.

Logo no início do episódio, Daniel Borges destacou um ponto central da psicologia. Segundo ele, fazer o bem produz uma sensação imediata de satisfação. Isso ocorre porque o cérebro reage rapidamente a atitudes solidárias. Assim, a mente associa o gesto de ajuda a emoções positivas. Como resultado, muitas pessoas relatam sensação de leveza, alegria e propósito após apoiar alguém.

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Fazer o bem faz bem para quem pratica

Daniel Borges explicou que a psicologia reconhece um fenômeno conhecido como helper’s high. Em outras palavras, ajudar alguém ativa circuitos de recompensa no cérebro. Portanto, a pessoa experimenta uma sensação de bem-estar quase instantânea.

Além disso, o psicólogo destacou outro fator biológico importante. Atitudes solidárias estimulam a liberação de ocitocina, hormônio ligado à confiança e à conexão social. Dessa forma, o cérebro fortalece vínculos e reduz sentimentos de isolamento.

Consequentemente, pequenos gestos podem gerar grandes benefícios emocionais.

Gentileza pode reduzir estresse e ansiedade

Durante o podcast, Borges também destacou a relação entre solidariedade e redução do estresse. Segundo ele, atitudes de gentileza diminuem a tensão acumulada no cotidiano. Ao mesmo tempo, essas ações ajudam a reduzir sintomas de ansiedade e esgotamento emocional.

Portanto, quando alguém dedica tempo para ajudar outra pessoa, o cérebro entra em um estado mais equilibrado. Assim, a mente reduz pensamentos negativos e amplia a sensação de propósito.

Voluntariado fortalece o equilíbrio emocional

Christiane Oggione, administradora e gerente de contas no HIFA, além da ONG Conta a Gota, apresentou dados sobre o impacto do voluntariado na saúde mental. Segundo ela, diversas pesquisas apontam que pessoas que participam de ações solidárias apresentam menos estresse.

Além disso, voluntários relatam maior sensação de pertencimento e significado na vida. Isso acontece porque o contato humano fortalece a empatia e amplia a percepção de comunidade.

Pequenos gestos que transformam vidas

Durante a conversa, Christiane ressaltou que solidariedade não exige grandes recursos. Pelo contrário, gestos simples produzem impactos profundos.

Ouvir alguém com atenção, compartilhar tempo ou oferecer apoio já fazem diferença. Assim, pequenas atitudes criam uma rede de cuidado essencial em tempos de pressa e individualismo.

Solidariedade pode virar hábito diário

Para os convidados, a solidariedade também pode se tornar uma prática cotidiana. Mesmo em rotinas corridas, as pessoas conseguem cultivar atitudes de cuidado.

Por exemplo, um gesto de gentileza no trabalho ou uma palavra de apoio a um amigo já promovem conexão. Portanto, inserir o fazer o bem no dia a dia fortalece tanto a comunidade quanto a saúde emocional.

Ao final do episódio, os dois especialistas concordaram em um ponto essencial: a solidariedade beneficia todos. Quem recebe ajuda se sente acolhido. Quem pratica o bem fortalece a própria saúde mental.