Você sabe por que evitar carne na Sexta-feira Santa? Entenda
O costume vai além de uma regra alimentar e se conecta diretamente ao sentido espiritual da data. Dessa forma, a prática convida os fiéis à reflexão, à oração e à vivência da fé.

A Sexta-feira Santa mobiliza milhões de fiéis e reforça práticas que atravessam gerações dentro da tradição católica. Entre elas, a abstinência de carne chama a atenção e, muitas vezes, gera dúvidas sobre seu verdadeiro significado. Além disso, o costume vai além de uma regra alimentar e se conecta diretamente ao sentido espiritual da data. Dessa forma, a prática convida os fiéis à reflexão, à oração e à vivência da fé.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA abstinência de carne na Sexta-feira Santa integra uma tradição antiga da Igreja Católica e possui um caráter penitencial. O costume está ligado à memória da Paixão de Cristo e representa um gesto concreto de conversão. Além disso, o Código de Direito Canônico estabelece dois dias de jejum obrigatório ao longo do ano: a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa.
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Nessas datas, a orientação inclui não apenas a redução da quantidade de alimentos, mas também a abstinência de carne. Segundo o doutor em Teologia, padre Juliano Ribeiro Almeida, a prática possui um significado mais profundo. Ele explica que esses dias concentram um chamado mais intenso à penitência, unindo o jejum à abstinência como forma de fortalecer a vivência espiritual.
Um dos pontos que ainda geram dúvidas diz respeito ao tipo de alimento que deve ser evitado. De acordo com o sacerdote, a recomendação não se limita à carne vermelha. Na verdade, a orientação abrange todos os animais de sangue quente, como bovinos, suínos e aves.
Por que evitar carne na Sexta-feira Santa?
Além disso, a escolha por evitar esse tipo de alimento também possui um sentido prático. Essas carnes proporcionam maior saciedade e sustentam o organismo por mais tempo. Assim, ao abrir mão delas, o fiel tende a sentir mais facilmente a fome ao longo do dia, o que reforça a lembrança do jejum e estimula a oração.
Por outro lado, a Igreja permite o consumo de peixes, considerados alimentos mais leves. Ainda assim, o objetivo não é causar sofrimento físico. A proposta consiste em educar os sentidos e incentivar uma alimentação mais simples, mantendo o foco no significado espiritual da data.
Além da Sexta-feira Santa, todas as sextas-feiras do ano carregam um caráter penitencial. A orientação da Igreja incentiva os fiéis a realizarem algum gesto concreto, sendo a abstinência de carne a prática mais comum, embora possa ser substituída por outras atitudes que expressem conversão.
A origem desse costume remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Naquele período, os fiéis passaram a associar cada dia da semana a momentos da história da salvação. Nesse contexto, a sexta-feira ganhou um significado especial por marcar o dia da morte de Jesus Cristo.
Assim, mesmo com a celebração mais intensa durante o Tríduo Pascal, a prática da abstinência permanece como um convite contínuo à memória, à fé e à reflexão ao longo de todo o ano.
Com informações da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.
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