Bebê do Sul do ES com 1% de chance de vida sobrevive e é batizada em Aparecida
Após luta pela vida com apenas 1% de chance, bebê prematura é batizada em Aparecida e comove família e amigos

Entre lágrimas, fé e uma promessa feita no momento mais difícil, a mãe Bruna Bello viu o que parecia impossível acontecer. A pequena Eva, que nasceu de 27 semanas em estado gravíssimo e com apenas 1% de chance de sobrevivência, superou dias críticos na UTI e, meses depois, foi levada ao Santuário Nacional de Aparecida para ser batizada, um gesto que hoje simboliza gratidão e superação.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA gestação, inicialmente, seguiu sem qualquer sinal de risco. Todos os exames estavam dentro da normalidade. No entanto, durante um ultrassom de rotina, o médico identificou uma restrição de crescimento e a encaminhou ao hospital. A partir desse momento, o cenário mudou rapidamente. Após novos exames, veio o diagnóstico de síndrome de Help e a necessidade de uma cesárea imediata. “Se você não for pra cesárea agora, você e a bebê podem morrer”, relembra Bruna ao citar a fala do médico.
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O sentimento de tensão marcou o nascimento. Bruna precisou passar por anestesia geral e não presenciou o momento. Enquanto isso, o pai, Jhonatan, acompanhou tudo de perto. Eva nasceu desacordada, precisou ser reanimada e foi levada diretamente para a UTI, já entubada. A mãe só conseguiu conhecer a filha quatro dias depois, ainda em recuperação.
Medo e incertezas
Desde então, a rotina da família foi marcada pela incerteza. Os médicos deixaram claro que o quadro era gravíssimo e que as chances de sobrevivência eram mínimas. Ainda assim, orientaram os pais a se apegarem à fé. As primeiras 72 horas seriam decisivas.
Durante a internação, cada visita trouxe medo e esperança. O momento mais difícil ocorreu quando a equipe médica chamou os pais às pressas e informou que a bebê poderia não resistir àquela noite. Os batimentos cardíacos dela passaram dos 250, enquanto a saturação caiu de forma brusca.
“Vou deixar vocês ficarem cinco minutos com ela. Rezem, façam o que tiverem que fazer, porque ela não passa dessa noite.” A fala do médico é relembrada por Bruna com muita emoção.
Diante disso, Bruna voltou para casa, ajoelhou-se diante da imagem de Nossa Senhora e rezou intensamente.
Confirmação da fé
No dia seguinte, ao retornar ao hospital, recebeu a notícia de que Eva havia estabilizado. O detalhe chamou ainda mais atenção: o horário da melhora coincidiu com o momento da oração.
Em um determinado momento daquela noite, eu senti uma paz e uma leveza tão grandes que não sei explicar, mas, de alguma forma, sabia que estava tudo bem com a Eva. No dia seguinte, chegamos ao hospital e a notícia era de que ela estava estabilizada, como se nada daquilo tivesse acontecido no dia anterior. Perguntei à médica em que momento a bebê havia estabilizado, e ela disse que foi por volta das 20h20, horário exato em que eu estava rezando. Ali, tive certeza de que Nossa Senhora havia me ouvido.

Foi nesse contexto que surgiu a promessa. A mãe decidiu que, se a filha sobrevivesse, a levaria até Aparecida. Além disso, ao saber da possibilidade, incluiu também o batismo no Santuário.
Com o passar dos dias, o quadro evoluiu. Eva deixou a UTI, foi transferida para o quarto e, após ganhar peso suficiente, recebeu alta. A recuperação trouxe alívio e abriu caminho para o cumprimento da promessa.
Batismo e emoção
A chegada ao Santuário Nacional de Aparecida reuniu cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos. No altar, Bruna viveu o momento mais simbólico de toda a trajetória.
No momento em que chegamos ao santuário, foi totalmente especial, pois estávamos em 30 pessoas entre amigos e familiares. Mas o momento mais marcante para mim foi quando apresentei a Eva no altar e tive a confirmação de que o milagre na vida dela foi completo, porque Deus não faz nada pela metade. O 1% de chance dos médicos era 100% para Deus, porque, para Ele, nada é impossível.
O batismo reforçou esse sentimento e marcou a entrega da filha nas mãos de Deus. Para a família, o que parecia improvável se transformou em um testemunho de fé.
Hoje, Eva segue bem e apresenta desenvolvimento dentro das expectativas médicas. Apesar de ter nove meses de vida, sua idade corrigida é de cinco meses. Ela cresce, ganha peso e demonstra ser ativa e interativa.
Por fim, Bruna afirma que tudo mudou após a experiência. A maternidade trouxe uma nova forma de enxergar a vida, marcada por mais leveza e fé. Mesmo diante do cansaço, ela reconhece o valor de cada instante ao lado da filha, que se tornou símbolo de superação para toda a família.



















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