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Dia do Abraço! Especialista fala sobre benefícios do gesto e esclarece dúvidas

Data surgiu nos Estados Unidos e ganhou força nas redes sociais com memes, campanhas e mensagens de carinho

Dia do Abraço
Foto: Freepik

Em tempos marcados pela correria, pelas redes sociais e pela comunicação instantânea, um gesto simples continua carregando um significado poderoso: o abraço. Celebrado em 22 de maio, o Dia do Abraço reforça a importância do contato humano, do afeto e da conexão emocional entre as pessoas.

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A data surgiu nos Estados Unidos, na década de 1980, criada por Kevin Zaborney. O objetivo era incentivar demonstrações públicas de carinho e combater o isolamento emocional. Com o passar dos anos, a celebração ganhou espaço em diversos países, inclusive no Brasil, principalmente nas redes sociais.

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Além das homenagens e mensagens afetuosas, o Dia do Abraço também virou tema de memes e brincadeiras na internet. Entre os mais compartilhados estão imagens de pessoas “caçando abraços”, piadas sobre quem “foge do contato físico” e memes envolvendo abraços constrangedores. Contudo, apesar do tom descontraído, a data também abre espaço para reflexões importantes sobre saúde emocional.

Foto: Dr. Daniel Borges / Arquivo Pessoal

O psicólogo Dr. Daniel Borges explica que o abraço possui um papel fundamental nas relações humanas. Segundo ele, a psicologia social define o ser humano como um ser sócio-histórico, ou seja, alguém que se constrói a partir do contato com o outro.

“O mundo virtual pode ligar pessoas que estão longe fisicamente, mas não é capaz de substituir o que somente a presença é capaz de proporcionar: o abraço. Esse gesto de afeto é capaz de ativar uma cascata hormonal através da pele, que é o maior órgão com função sensorial”, destacou.

De acordo com o especialista, o abraço ajuda no processo de humanização e contribui diretamente para a saúde mental. Além disso, ele alerta que a ausência de contato físico pode provocar impactos emocionais importantes.

“Muitos pacientes chegam ao consultório com queixas de ansiedade, insônia ou humor deprimido sem identificar que a privação de contato físico está na base ou agravando a situação”, explicou Dr. Daniel Borges.

O psicólogo também ressalta que o abraço não deve acontecer de forma forçada ou sem consentimento. Pessoas com hipersensibilidade sensorial ou determinadas condições de saúde podem encontrar dificuldades nesse tipo de contato. Nesses casos, outras formas de demonstrar afeto também são válidas.

Ainda assim, quando ocorre de maneira respeitosa e acolhedora, o abraço pode ajudar na redução do estresse e da ansiedade. Segundo o especialista, a neuropsicologia aponta que o gesto estimula a produção de ocitocina, conhecida como hormônio da conexão e da afetividade, além de contribuir para a redução do cortisol, relacionado ao estresse.

“O contexto e as pessoas envolvidas nesse abraço fazem diferença. Abraços forçados ou fora de contexto podem provocar efeito reverso”, reforçou.

Curiosamente, estudos internacionais já apontaram que abraços frequentes podem melhorar o humor, fortalecer vínculos afetivos e até colaborar para a sensação de segurança emocional. Não por acaso, campanhas de “abraços grátis” já viralizaram em várias partes do mundo ao longo dos últimos anos.

Entre memes, mensagens carinhosas e reflexões sobre afeto, o Dia do Abraço segue lembrando algo simples, mas essencial: o contato humano continua sendo uma das formas mais genuínas de cuidado.

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Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.