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Incra se manifesta sobre MST em terras na Safra em Cachoeiro

Incra diz que ocupação realizada pelo MST na região da Safra, em Cachoeiro de Itapemirim, está localizada dentro do Assentamento Nova Safra.

Foto: Divulgação/Incra

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se manifestou sobre a ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região da Safra, em Cachoeiro de Itapemirim, na última sexta-feira (29).

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Inicialmente, a ocupação foi divulgada por autoridades municipais como tendo ocorrido em uma área privada urbana destinada à implantação de um parque logístico. No entanto, segundo informações repassadas pelo Incra, os ocupantes estão localizados dentro do perímetro do Assentamento Nova Safra, área pertencente ao instituto e situada entre os municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Itapemirim.

De acordo com o órgão federal, análises cartográficas apontam que o local onde as famílias estão acampadas integra a área sob responsabilidade do Incra. O instituto destacou ainda que uma de suas atribuições é promover a reforma agrária e a regularização de territórios quilombolas em todo o país.

Segundo o Incra, o Espírito Santo possui atualmente mais de 1.300 famílias acampadas em diferentes municípios aguardando acesso à terra. Entre as principais reivindicações dos movimentos sociais está o avanço na criação de novos assentamentos para retirar famílias que vivem em acampamentos provisórios.

O órgão também informou que, desde a retomada da política nacional de reforma agrária em 2023, houve avanços no estado, com a criação de quatro novos assentamentos. Apesar disso, o Incra considera que as medidas ainda são insuficientes para atender toda a demanda existente.

A ocupação realizada pelo MST ocorreu no dia 29 de maio. Até o momento, não foram divulgados números oficiais sobre a quantidade de famílias presentes no local.

Entenda o caso

Ao tomar conhecimento da ocupação, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço, afirmou ter acionado o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, para acompanhar a situação. Em nota divulgada anteriormente, a prefeitura informou que recebeu informações de que a ocupação estaria ocorrendo em uma área privada urbana, com recolhimento regular de IPTU e destinada à implantação de um parque logístico.

Na ocasião, o município classificou a ocupação como irregular e informou que os proprietários da área estariam adotando medidas judiciais para solicitar a reintegração de posse.

Com a manifestação do Incra, surgem versões divergentes sobre a titularidade da área ocupada. Enquanto a administração municipal sustenta que o terreno é uma propriedade privada urbana, o instituto federal afirma que os ocupantes estão dentro dos limites do Assentamento Nova Safra, pertencente ao Incra.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes e poderá ser esclarecido a partir de análises técnicas e eventuais procedimentos administrativos ou judiciais relacionados à área.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.