Saúde e Bem-estar

Julho Amarelo alerta sobre doença silenciosa e perigosa: leia e descubra

Campanha Julho Amarelo amplia ações de prevenção e diagnóstico das hepatites virais no Espírito Santo.

A foto alude à campanha Julho Amarelo - contra hepatites virais
Fonte: Divulgação l Sesa - ES

Uma doença pode comprometer o fígado durante anos sem provocar qualquer sintoma. Justamente por esse motivo, as hepatites virais continuam entre os maiores desafios da saúde pública. Para enfrentar esse cenário, a campanha “Julho Amarelo” mobiliza profissionais, gestores e a população em torno da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento.

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Ao longo do mês de julho, a Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) intensifica ações de capacitação para profissionais da rede pública. A iniciativa busca fortalecer a vigilância, ampliar a identificação precoce dos casos e melhorar a assistência oferecida à população em todos os municípios capixabas.

Leia também – Prevenção das 5 hepatites virais: guia prático

O que são as hepatites virais?

As hepatites virais são infecções que atacam o fígado. Elas podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das situações, a doença evolui de forma silenciosa. Ou seja, muitas pessoas convivem com a infecção sem saber.

No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. Também existem as hepatites D e E, embora apareçam com menor frequência no país. Além disso, algumas hepatites não têm origem viral. Nesses casos, elas podem estar relacionadas ao consumo excessivo de álcool, ao uso de medicamentos, outras drogas ou a doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

Capacitações fortalecem a resposta da saúde

Durante o Julho Amarelo, a Sesa promove diversas atividades voltadas à qualificação das equipes de saúde. No dia 10 de julho, representantes da Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais participarão do IX Fórum Municipal de Hepatites Virais da Serra, com a presença do médico infectologista e coordenador do Programa Estadual de Hepatites Virais, Marcello Leal.

Posteriormente, em 22 de julho, Vitória receberá outra capacitação destinada aos profissionais da área.

Segundo Marcello Leal, investir na atualização das equipes fortalece o enfrentamento da doença:

“Quanto mais qualificadas estiverem as equipes de saúde, maiores serão as chances de identificarmos precocemente os casos, ampliarmos o acesso ao tratamento e avançarmos na eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.”

Além das capacitações, a Secretaria da Saúde distribui testes rápidos e materiais educativos para as Unidades Básicas de Saúde e para os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Casos registrados no Espírito Santo

Dados do sistema e-SUS Vigilância em Saúde mostram que, entre janeiro e 22 de junho deste ano, o Espírito Santo confirmou:

  • 6 casos de hepatite A;
  • 115 casos de hepatite B;
  • 84 casos de hepatite C.

Em 2025, o Estado registrou 15 casos de hepatite A, 272 de hepatite B e 156 de hepatite C durante todo o ano. Os números reforçam a necessidade de manter ações permanentes de vigilância e prevenção.

Sintomas podem demorar anos para aparecer

Embora muitas infecções permaneçam silenciosas, alguns pacientes apresentam sintomas como cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Nas hepatites B, C e D, o maior risco está na evolução para a forma crônica. Sem diagnóstico e tratamento, a infecção pode causar fibrose, cirrose, câncer de fígado e até levar à necessidade de transplante.

Diagnóstico precoce salva vidas

Especialistas destacam que o teste rápido representa uma das principais ferramentas para interromper a evolução da doença. Por isso, procurar uma Unidade Básica de Saúde, principalmente quando existe algum fator de risco, aumenta as chances de iniciar o tratamento precocemente e evitar complicações.

Durante o Julho Amarelo, a principal mensagem permanece clara: informação, prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo os caminhos mais eficazes para reduzir o impacto das hepatites virais e proteger a saúde da população.

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