Amor, política e paixão
O amor é um sentimento exigente, ele projeta em si a reciprocidade, a empatia, a continuidade e o respeito mútuo, não é volátil, mas é pulsátil e carente de calor e afeto

O amor é um sentimento exigente, ele projeta em si a reciprocidade, a empatia, a continuidade e o respeito mútuo, não é volátil, mas é pulsátil e carente de calor e afeto.
Enquanto a paixão é um sentimento solitário, ela projeta em si a satisfação própria, imediata, fulgaz, não é exigente e nem tão pouco espera continuidade, o apaixonado se apaixona pela ideia que faz do outro, sem que isso seja necessariamente uma realidade.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!A palavra política vem do grego “polis” que traduzindo “cidade”, a ideia central da expressão se refere a organização da sociedade com o objetivo de viverem de forma organizada e salutar.
O grande filósofo da Grécia antiga Aristóteles (385 a 322 ac.) definiu política como: “Um meio para alcançar a felicidade dos cidadãos, para isso, o governo deve ser justo e as leis, obedecidas.”
No século XIX o mundo industrializado avançava em passos largos, daí o sociólogo alemão Max Weber (1864 a 1920) assim definiu política:
“A política é a aspiração para chegar ao poder dentro do mesmo estado entre distintos grupos de homens que o compõem.”
Assistimos um fato recente de um jovem pai de família que mata outro pai de família exatamente no momento em que a paixão se encontrara com a paixão em posições opostas.
A paixão se apaixona pelos nomes da política partidária, enquanto o amor ama a “pátria amada, solo és mãe gentil”.
Defender a pátria é se isentar de ideais pessoais e respeitar o outro em todos os aspectos, faz-se isso em nome do bom senso e da dignidade humana.
Amar a pátria é se vestir das cores da bandeira dentro da alma, é ter a mente consciente da necessidade de promover atitudes cívicas, humanitárias e religiosas que gerem no outro o sentimento de proteção e abrigo.
“Com o tempo você Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão.” (Wililian Shaskespeare)
O desequilíbrio das emoções são na verdade reflexo de pensamentos radicais sem a devida reflexão e sem bases filosóficas capazes de sustentar um comportamento civilizado, moderno e acolhedor.
Fernando Rangel Pereira – Neuropsicólogo Clínico
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