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O amor é a morte da paz de espírito

É comum as pessoas idealizarem relacionamentos amorosos, esperando que seus parceiros preencham os vazios emocionais e conduzam-nos à tão almejada "paz de espírito"

2 mins de leitura

em 18 de set de 2023, às 09h44

Foto: Pixabay

Por Rafael Altoé Frossard

O título de hoje surge inspirado no álbum intitulado “The Death of Piece of Mind,” da renomada banda Bad Omens. Em seu âmago, todas as faixas musicais deste álbum exploram os multifacetados aspectos do amor.

Na emblemática faixa “The Death of Piece of Mind,” que dá nome ao álbum, a assertiva categórica é proferida: o amor é a morte da paz de espírito. Neste contexto, após o desfecho de um relacionamento, o narrador exprime um sentimento de nostalgia em relação a diversas características pessoais. Ademais, a canção sugere que, embora os laços amorosos se desfaçam, uma parte irrecuperável de nós se desvanece para sempre.

É comum as pessoas idealizarem relacionamentos amorosos, esperando que seus parceiros preencham os vazios emocionais e conduzam-nos à tão almejada “paz de espírito”. No entanto, tal realização se assemelha mais a uma quimera, inatingível na prática. Em última análise, a verdade revela-se: não existe uma “alma gêmea” que possa nos proporcionar tal serenidade pela metade, somente nós mesmos somos capazes de forjar essa jornada interior. Consequentemente, na visão profunda da banda de metal que tanto aprecio, o amor é retratado como algo efêmero, vindo e indo como ondas que tudo engolem.

A música suscita questões intrigantes, tais como: “quando as cortinas se abrirem, ambos sairemos vivos?”. Decerto, a resposta é negativa. Quando as cortinas se abrem, as pessoas são inundadas por sentimentos de saudade, raiva, angústia, loucura e intenso sofrimento. É nesse momento que a paz de espírito, ou parte dela, se desvanece no turbilhão das emoções.

Portanto, desejo a todos vocês sucesso em seus relacionamentos e a conquista da máxima paz de espírito possível. Reconheçam que o caminho para essa serenidade interior é intrínseco a cada um de nós e que o amor, apesar de sua complexidade, também pode ser uma fonte de crescimento e aprendizado.

Rafael Altoé Frossard é professor do Centro Universitário São Camilo – ES e mestrando em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). 

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM

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