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Políticos vão e vem, instituições ficam

Você já parou para pensar na importância de um país possuir instituições sólidas? Muitos não se dão conta da imprescindibilidade de se constituir um Estado de direito, que trate a todos com igualdade e ofereça serviços públicos. Porém, durante as eleições os ânimos estavam à flor da pele. Independente do candidato vencedor, não devemos apoiar […]

em 01 de nov de 2022, às 09h12

2 mins de leitura

Você já parou para pensar na importância de um país possuir instituições sólidas? Muitos não se dão conta da imprescindibilidade de se constituir um Estado de direito, que trate a todos com igualdade e ofereça serviços públicos. Porém, durante as eleições os ânimos estavam à flor da pele.

Independente do candidato vencedor, não devemos apoiar tentativas de golpes ou deslegitimar o processo de apuração dos votos. Muitos acreditam que o Brasil se tornará uma Venezuela, entretanto, foi exatamente essa a estratégia adotada por Chávez e Maduro: colocar em xeque a capacidade das instituições.

Talvez uma parcela da sociedade brasileira ainda sinta nostalgia da Ditadura Militar e deseje a volta de um regime ditatorial. A grande contradição desse pensamento é que, mesmo na democracia, os agentes podem propor sistemas de governo que aviltam contra o próprio modus operandi. Contrariamente, em sociedades oligárquicas ou ditatoriais, nem mesmo é possível pedir por uma ditadura alternativa.

Se for possível sair das bolhas de esquerda e direita, olhemos para os líderes que corroem a democracia por dentro. Rússia, Turquia e Hungria têm governantes de extrema direita que relativizaram o poder judiciário e construíram uma oligarquia. Por outro lado, Cuba e Venezuela são exemplos deploráveis de radicalização e que acendem alerta para toda a América Latina.

Vamos valorizar as nossas instituições, por mais que elas sejam falhas, afinal, garantiu alguma estabilidade por mais de 40 anos. Tenho certeza que, Edmund Burke (fundador do conservadorismo), revira-se a cada comentário contrário à ordem natural de nossa democracia.

Portanto, lembrem-se do seguinte ponto: políticos vão e vem, as instituições ficam. Se, por algum motivo, os políticos permanecerem e as instituições se modificarem radicalmente, algum problema aconteceu.

Rafael Altoé é mestrando em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e apaixonado por Economia.

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM

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