Quanto custa reformar um apartamento hoje? O valor que poucos colocam na conta

Quem já reformou um apartamento sabe que o custo da obra vai muito além do valor dos materiais e da mão de obra.

Foto: Freepik

Quem já reformou um apartamento sabe que o custo da obra vai muito além do valor dos materiais e da mão de obra.

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Nos últimos anos, os brasileiros sentiram no bolso o aumento dos custos da construção civil. O preço dos materiais subiu, a mão de obra especializada ficou mais escassa e os prazos das obras se tornaram cada vez mais desafiadores.

Para se ter uma ideia, um apartamento de aproximadamente 80 m², considerado o tamanho médio de muitos imóveis atualmente, pode demandar um investimento entre R$ 120 mil e R$ 240 mil em uma reforma completa de padrão médio. Em imóveis de padrão elevado, com marcenaria planejada, pedras nobres, automação, climatização e acabamentos diferenciados, esse valor pode ultrapassar facilmente os R$ 300 mil.

Ou seja, muitas vezes a reforma custa o equivalente a um carro novo ou até mesmo ao valor de um imóvel popular em diversas cidades brasileiras.

E a tendência é que os custos continuem pressionados.

A dificuldade para encontrar profissionais qualificados é uma realidade enfrentada por síndicos, proprietários e construtoras. Bons pedreiros, eletricistas, pintores, gesseiros e instaladores estão cada vez mais disputados pelo mercado, o que naturalmente impacta os valores cobrados e os prazos de execução.

Mas existe um custo ainda mais caro do que os materiais e a mão de obra.

O custo do tempo.

O custo da preocupação.

O custo do desgaste familiar.

Muitas pessoas iniciam uma reforma acreditando que o maior desafio será escolher pisos, revestimentos ou cores. Na prática, os maiores problemas costumam surgir durante a execução: atrasos, serviços mal executados, compras erradas, desperdícios de materiais, conflitos entre fornecedores, pagamentos indevidos e retrabalhos.

Não são raros os casos em que famílias passam meses convivendo com poeira, barulho, estresse e discussões geradas pelos problemas de uma obra sem planejamento adequado.

É justamente nesse cenário que a presença de um engenheiro faz diferença.

Mais do que elaborar projetos, o engenheiro atua como gestor técnico da reforma. Ele acompanha a execução dos serviços, fiscaliza a qualidade dos trabalhos, verifica medições, controla cronogramas, orienta contratações e reduz significativamente os riscos de desperdícios e retrabalhos.

Em muitos casos, um único erro evitado durante a execução já representa uma economia superior ao valor investido no acompanhamento técnico.

A verdade é que, quando uma família investe R$ 150 mil, R$ 200 mil ou R$ 300 mil em uma reforma, o que está em jogo não é apenas o imóvel. É o patrimônio construído ao longo de anos de trabalho.

Por isso, antes de iniciar uma obra, vale refletir:

Se você está investindo centenas de milhares de reais na reforma do seu apartamento, faz sentido conduzir tudo sozinho ou é mais seguro contar com um profissional para proteger seu investimento?

Porque no final das contas, o maior custo de uma reforma não costuma ser o porcelanato, a tinta ou a marcenaria.

O maior custo é o problema que poderia ter sido evitado.

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM