Conteúdo de Marca
Abertura do mercado de energia ganha força e deve beneficiar empresas
O formato é uma alternativa em relação ao Mercado Regulado, que é padrão no país e que obriga que se compre das distribuidoras, sem poder negociar nada.

As movimentações políticas para a abertura do mercado de energia no Brasil avançaram no segundo semestre de 2022, gerando a expectativa de que, em breve, mais empresas conseguirão economizar na conta de luz com a possibilidade de escolherem elas mesmas seus fornecedores.
Isso é possível com o Mercado Livre de Energia, modelo que atualmente fica restrito a poucos. Nele, pode-se decidir de quem a energia é comprada, com espaço para negociar condições comerciais como quantidade, preço, fonte geradora (como eólica e biomassa, por exemplo), entre outras. O formato é uma alternativa em relação ao Mercado Regulado, que é padrão no país e que obriga que se compre das distribuidoras, sem poder negociar nada.
A primeira boa notícia sobre uma possível abertura de mercado pegou todos de surpresa. No final de julho, o Ministério de Minas e Energia (MME) instaurou uma consulta pública que ficou aberta durante um mês para discutir uma possível portaria que permitiria a migração para o Mercado Livre para todos os consumidores de alta tensão (2,3 kV ou mais).
Caso a portaria seja de fato publicada no Diário Oficial da União, eles ficam autorizados a comprar energia de qualquer supridor a partir de 1º janeiro de 2024. Aproximadamente 180 mil consumidores podem ser beneficiados com isso.
Já a segunda boa notícia sobre o Mercado Livre de Energia veio de um projeto há muito discutido, mas que estava paralisado. Durante uma sessão plenária no final de agosto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se comprometeu a pautar na casa o PL 414, sobre a portabilidade na conta de luz, no mês de outubro.
O Projeto de Lei nº 414, de 2021, altera a legislação do setor elétrico. Caso aprovado, ele permite que todos os consumidores, independentemente do porte e de serem pessoa física ou pessoa jurídica, possam aderir ao Mercado Livre de Energia. Após a sanção presidencial, há um prazo de 42 meses para que isso comece a ocorrer.
De autoria do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a proposta (que antes se chamava PLS 232/16) foi aprovada pelo Senado em março de 2020 e no momento encontra-se na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Fernando Coelho Filho (União-PE).
Para entrar no Mercado Livre de Energia, é necessário ter o auxílio de uma gestora que faz a representação de um negócio junto aos órgãos competentes. É o caso da Clarke, que conta com 10 clientes na região de Cachoeiro de Itapemirim (Cossi, D&D Stone, Futura Mármores, Gilgran, Gramarbom, Interstones, Marcel Group, Marmorex, MSG Stones e Nova Aurora).
Segundo Pedro Rio, CEO da empresa de energia, o Mercado Livre é uma excelente opção de economia para empresas com grande consumo de energia, como é o caso das indústrias de rochas.
“A energia representa hoje cerca de 10% do faturamento de algumas indústrias de rochas. Nós, da Clarke, fizemos algumas contas e a margem de lucro desses negócios é de até 5% do faturamento. Então se você reduz em até 30% a conta de luz, isso pode representar quase duas vezes mais lucro líquido no final do ano”, explica Rio.
Sobre a Clarke Energia
A Clarke é um marketplace que conecta consumidores a fornecedores de energia. Fundada em 2019, ela tem entre seus investidores fundos como Canary, EDP Ventures, Fundação Estudar Alumni Partners (FEAP), Niu Ventures e CSN Inova Ventures. Além das 10 indústrias de rochas no sul do Espírito Santo, outras empresas como Le Cordon Bleu, Habib’s, Unimed, Molby, dr.consulta e Mapple Bear compõem os mais de 1.000 que a startup já atendeu.
Informações
Clarke Energia
Site: https://clarke.com.br/rochas-es
Telefone: (28) 99912-4234
E-mail: [email protected]
Instagram: @clarkeenergia
LinkedIn: clarkeenergia
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiVocê no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726