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Conheça a história da Festa de Corpus Christi de Castelo

Para a 61ª Festa de Corpus Christi de Castelo, mais de três mil voluntários diretos e indiretos estão trabalhando

Por Redação

4 mins de leitura

em 29 de maio de 2024, às 14h54

Foto: Diocese de Cachoeiro

“Jamais pensaria que em minha vida eu pudesse ser tão lembrada e não tinha noção, no ano de 1963, com o primeiro ‘tapetinho’, que a festa tomaria a proporção dos dias atuais”. A frase estampada na contra capa do livro “Corpus Christi”, da autora e pesquisadora Joelma Cellin, foi proferida em 1999 por Zuleide Pereira da Silva, a Irmã Vicência, das Filhas da Caridade.

Irmã Vicência | Arquivo Pessoal: Joelma Cellin

A religiosa foi responsável pela confecção do primeiro quadro, há 61 anos, feito em frente à Capela de Nossa Senhora das Graças, da Santa Casa de Castelo. E foi apenas um quadro feito com flores, folhas e pigmentos diversos de terra. “Este é o primeiro registro que encontramos dos tapetes. As passadeiras foram incluídas apenas no ano seguinte, em 1964”, contou Joelma.

Antes da Irmã Vicência começar a tradição, os fiéis católicos da cidade celebravam a data de outra forma. No dia de Corpus Christi, cobriam as ruas do Centro da cidade com folhas de mangueira e a procissão passava por cima delas. A preocupação estética com os tapetes só veio depois do primeiro tapete confeccionado, inspirado pela visita da religiosa ao interior do Rio de Janeiro em 1962”, relata a pesquisadora.

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Com o crescimento da manifestação religiosa, o que eram apenas folhas verdes espalhadas pelas ruas, ganhou cor e forma. Ao longo dos anos, os participantes foram aprimorando a maneira de fazer os tapetes e desenhos e incluindo novas tecnologias e insumos. E, com isso, o tamanho dos quadros e passadeiras cresceu.

“O tamanho dos quadros, no início, era de um metro por um metro e meio, e as passadeiras, era de um metro por um metro. Hoje, são cinco metros por cinco metros, e quatro metros por quatro metros, respectivamente. E foi trazido para o trabalho formas de madeiras ou ferro, que ajudaram a ornamentar as ruas mais rápido.”

O trajeto por onde passam os tapetes também mudou ao longo dos anos. Foram sete trajetos diferentes, alguns até muito maiores do que os 1,5 km atuais.

A confecção dos tapetes, atualmente, começa em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha; segue pela Rua Carlos Lomba, desce pelo Frei Manoel, depois, percorre toda a extensão da Avenida Ministro Araripe e termina na Rua Antônio Machado, retornando à Igreja Matriz.

Para a 61ª Festa de Corpus Christi serão utilizados: 60 toneladas de pedra moída (calcário e calcita), 3 toneladas de granito triturado (verde ubatuba, bege bahia, bege vilhena, branco dallas e branco siena), 10 toneladas de pó de pneu, 400 sacos cipilho de madeira (raspas de madeira), 600 sacos de palha de café (conilon e despolpadas) e mais de 5 mil frascos de corante. Mais de três mil voluntários diretos e indiretos estão trabalhando durante meses nos preparativos da festa e na montagem dos 17 quadros e 17 passadeiras.

Por muitos anos, os materiais utilizados na confecção dos tapetes tinham que ser preparados de forma manual. “As pedras eram quebradas pelos voluntários e pintadas à mão. Atualmente, a pintura é feita em betoneiras e as pedras já são adquiridas quebradas”.

Antes das ruas serem asfaltadas, o piso era de paralelepípedos. A prefeitura preparava a rua com uma base de areia, antes da confecção dos tapetes. “Lembro-me que, quando chovia, os voluntários precisavam enxugar o asfalto com rodos e usavam panos antes de iniciar a produção”, lembrou.

Com o tema “O pão nosso de cada dia, o pão eucarístico”, A 61ª “Festa de Corpus Christi de Castelo”, promovida pela Paróquia Nossa Senhora da Penha, em parceria com o Instituto Cultural Irma Vicenza com o apoio da prefeitura da cidade, começa hoje, 29, e na Solenidade de Corpus Christi, nesta quinta-feira, 30, às 16 horas, acontece a tradicional Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Luiz Fernando Lisboa CP, seguida de procissão com o Santíssimo Sacramento e queima de fogos.

Programação

  • Dia 29 de maio (Quarta-feira)

Início dos trabalhos de confecção dos tapetes

  • Dia 30 de maio (Quinta-feira)

07h00: Celebração Eucarística – Pastoral Familiar 

09h00: Celebração Eucarística Crianças – Catequese e IAM 

10h30: Celebração Eucarística Paróquia Santo André Apóstolo – Aracuí

12h00: Celebração Eucarística Jovens – EAC, MEJ, JAR, RENOJOEVM e Ministério Jovem da RCC

16h00: Missa Campal com o bispo Dom Luiz Fernando Lisboa seguida de procissão com o Santíssimo Sacramento.

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