Turismo

Muito além do Grande Buda: descubra os encantos de Ibiraçu

Cercado por montanhas e áreas preservadas de Mata Atlântica, o município oferece diferentes opções para quem busca tranquilidade, contemplação e contato com o meio ambiente.

Foto: Divulgação/Setur

A cidade de Ibiraçu, localizada no Norte do Espírito Santo, reúne natureza, espiritualidade, história e atividades ligadas ao campo. Cercado por montanhas e áreas preservadas de Mata Atlântica, o município oferece diferentes opções para quem busca tranquilidade, contemplação e contato com o meio ambiente.

Entre os principais destaques da paisagem estão o Monte Negro, o Morro Encantado e o Morro da Vargem. É neste último que fica o Mosteiro Zen Morro da Vargem, onde está o Grande Buda, um dos principais cartões-postais do Espírito Santo e referência do turismo espiritual na região.

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O território também é cortado por rios que integram as bacias Doce-Suruaca, Reis Magos e Riacho. Entre eles estão os rios Taquaraçu, Perobas, da Prata e Itapira, além do Córrego do Sapateiro. Esses cursos d’água contribuem para a biodiversidade local e também estão ligados às atividades agrícolas e à piscicultura.

Ibiraçu também faz parte do circuito turístico Caminhos da Sabedoria. O roteiro de peregrinação reúne igrejas, capelas, templos e paisagens da Mata Atlântica, proporcionando uma experiência voltada à reflexão, à espiritualidade e ao contato com a natureza.

Com atrativos naturais, religiosos e culturais, o município reúne diferentes experiências para moradores e visitantes que desejam conhecer mais sobre a história e as paisagens do Espírito Santo.

Turismo em Ibiraçu

Foto: Divulgação/Setur

A formação de Ibiraçu está diretamente ligada à imigração italiana e ao desenvolvimento da agricultura no Espírito Santo. O povoamento da região começou em 1877, com a chegada de famílias italianas, principalmente de Gênova.

A imigração foi coordenada pelo General Aristides Armínio Guaraná, diretor da Colônia Santa Leopoldina e fundador do Núcleo Colonial Conde D’Eu. Os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil nos navios a vapor Columbia, Izabella e Clementina. As famílias deixaram o norte da Itália em meio a dificuldades socioeconômicas provocadas pela mecanização do campo, pela pobreza e por conflitos europeus.

As viagens até o Espírito Santo duravam cerca de 60 dias. Após o desembarque em Vitória, os imigrantes seguiam para Santa Cruz e depois percorriam o rio Piraqueaçu até o núcleo colonial. No início, os colonos ficaram instalados em barracões coletivos. Depois, receberam terras e passaram a trabalhar na abertura de estradas e no cultivo agrícola.

A adaptação à região trouxe dificuldades. Os imigrantes enfrentaram doenças tropicais, como febre amarela e tuberculose, além dos desafios impostos pela mata e pelo isolamento.

Com a chegada das famílias italianas, o cultivo do café ganhou força e passou a ter papel importante na economia local. A produção cafeeira fazia parte de uma estratégia nacional de fortalecimento econômico baseada no trabalho de imigrantes, em um período em que a escravidão caminhava para a extinção no Brasil.

O avanço da agricultura também impulsionou a formação dos primeiros núcleos urbanos, responsáveis pelo escoamento da produção rural. Em 1891, a localidade conquistou a emancipação política e recebeu o nome de Vila Guaraná, em homenagem ao General Guaraná.

Pau Gigante

Foto: Divulgação/Setur

Mais tarde, o município passou a ser chamado de Pau Gigante. O nome fazia referência a uma árvore de aproximadamente 60 metros de altura que se destacava na paisagem da região.

Em 1932, o município já apresentava características urbanas consolidadas. Dez anos depois, em 1942, tornou-se comarca.

O nome Ibiraçu foi oficializado em 1943. De origem tupi, a palavra resulta da junção de “ybyrá”, que significa árvore, e “assu”, que significa grande. O significado, portanto, é “árvore grande”, em referência à vegetação da região.

Ao longo do século XX, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e, posteriormente, a BR-101 contribuíram para o desenvolvimento urbano e econômico de Ibiraçu. As vias facilitaram o transporte de mercadorias e a chegada de moradores de outras partes do país.

A influência italiana permanece presente no município. As tradições aparecem na culinária, nas festas religiosas, na agricultura familiar e nos costumes mantidos ao longo das gerações.

Atualmente, Ibiraçu também ganhou projeção pelo turismo espiritual, principalmente por causa do Mosteiro Zen Morro da Vargem e do Grande Buda, que se tornaram símbolos de contemplação e diversidade cultural no Espírito Santo.

Com informações da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

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