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em 10 de abr de 2026, às 11h43
Crea-ES registra expansão histórica e reforça papel estratégico no desenvolvimento
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) vive um dos momentos mais expressivos de sua história, impulsionado pelo crescimento econômico do Estado e pela ampliação da formalização no setor técnico.
A expansão no número de empresas e profissionais registrados revela não apenas um ambiente mais dinâmico, mas também um fortalecimento institucional do Conselho. Segundo o presidente Jorge Silva, os números comprovam esse avanço nos últimos anos.
“O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) apresentou um crescimento significativo nos últimos cinco anos. Saímos de 2.800 empresas registradas, em diversas áreas, para mais de 11 mil empresas. No mesmo período, o número de profissionais registrados saltou de 23.400 para 53.400”, afirmou.
A evolução do Crea-ES também acompanha uma mudança no perfil do mercado de trabalho, marcada pela renovação geracional e pelo aumento da participação de profissionais antes afastados.
“Esse avanço demonstra uma evolução expressiva, impulsionada principalmente pela entrada de profissionais jovens no mercado, além da maior participação de profissionais que antes estavam afastados dos processos de desenvolvimento e crescimento do Estado do Espírito Santo”, destaca Silva.
Qualificação profissional
O ambiente favorável aos investimentos e à atuação profissional também é resultado de fatores estruturais, como segurança jurídica e políticas de qualificação contínua. Esse cenário tem impulsionado setores estratégicos e diversificado as áreas de atuação da engenharia, agronomia e geociências no Estado.
“Esse cenário foi favorecido pelo ambiente de segurança jurídica e pelo investimento contínuo na atualização e no aperfeiçoamento profissional. Observamos crescimento em diversas áreas, como engenharia civil, mecânica, metalurgia, setor metal-mecânico, mineração, agronegócio e energia. Destaca-se, especialmente, o avanço nas áreas de energia fotovoltaica, eólica e também biomassa”, explica o presidente do Crea-ES.
Com a expansão das atividades econômicas, cresce também a responsabilidade sobre a qualidade técnica dos serviços prestados. Nesse contexto, o papel do Crea-ES se torna ainda mais relevante ao garantir que apenas profissionais habilitados atuem no mercado, assegurando padrões de segurança e eficiência nas obras e projetos.
“Todo esse desenvolvimento exige a atuação de profissionais devidamente habilitados, com formação adequada e registro no Crea, garantindo a qualidade e a segurança dos serviços prestados à sociedade”.
Além do crescimento quantitativo, o Conselho passou por uma mudança estrutural em sua forma de atuação. A instituição deixou de ser percebida apenas como um órgão arrecadador e passou a investir de forma estratégica na qualificação profissional, promovendo iniciativas voltadas à atualização técnica e à disseminação do conhecimento.
“O Conselho também passou por uma transformação institucional. Antes visto como um órgão cartorial e arrecadador, hoje o Crea-ES atua de forma mais estratégica, destinando os recursos arrecadados para a qualificação dos profissionais, por meio de cursos, seminários, simpósios e workshops”, ressalta o presidente.
Essa nova abordagem resultou em uma intensificação das ações educacionais e técnicas em todo o território capixaba. A descentralização das atividades permitiu ampliar o acesso à capacitação, beneficiando profissionais que atuam fora da Região Metropolitana.
“Nos últimos cinco anos, foram realizados mais de 1.800 eventos, abrangendo tanto a Grande Vitória quanto o interior do estado. Esse movimento marca uma descentralização das ações do Conselho, que anteriormente estavam concentradas na capital”, disse Silva.
Novas inspetorias
A expansão institucional também se reflete na presença física do Conselho em diferentes regiões do Estado. A criação de novas inspetorias, segundo Jorge Silva, ampliou o alcance das atividades de fiscalização e orientação, garantindo maior proximidade com profissionais e empresas. Essa interiorização representa um avanço importante na prestação de serviços e no suporte técnico.
“Nesse processo, foram criadas 11 novas inspetorias. Antes, havia apenas duas unidades em funcionamento. Agora, o Conselho ampliou sua presença em diversas regiões, com unidades em municípios como Venda Nova do Imigrante, Barra de São Francisco e Nova Venécia. Em São Mateus, a unidade foi reativada, e em breve será inaugurada uma nova inspetoria na Serra. Em Guarapari, por exemplo, a sede que antes funcionava em condições precárias foi reestruturada”, afirma.
O impacto desse desenvolvimento institucional pode ser observado diretamente em regiões produtivas do Estado, onde a presença da engenharia e da tecnologia tem impulsionado a economia local. Municípios com forte vocação agrícola e industrial se beneficiam da atuação técnica qualificada, especialmente em áreas como construção civil, saneamento e produção agropecuária.
“Regiões como Santa Maria de Jetibá, atualmente uma das maiores produtoras de ovos do Brasil, também refletem esse avanço, com forte presença de tecnologia, expansão imobiliária e investimentos em saneamento básico. A engenharia, a agronomia e as geociências estão diretamente ligadas a esse desenvolvimento, incluindo atividades como agricultura, avicultura e construção civil”, explica Silva.
Esse conjunto de fatores reforça a importância estratégica das profissões ligadas ao sistema Confea/Crea para a economia capixaba. A atuação integrada desses setores tem impacto direto na geração de riqueza e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), consolidando o protagonismo da engenharia e áreas correlatas no Estado.
“Esses setores contribuem significativamente para a economia capixaba. Atualmente, engenharia, agronomia e geociências respondem por 71,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo, considerando áreas como construção civil, setor metal-mecânico, energia, agronegócio, agricultura familiar e mineração”, relata o presidente do Crea-ES.