Saúde e Bem-estar

Lúpus e esclerose múltipla: novas opções ampliam tratamento infantil

A Anvisa ampliou o uso de medicamentos para crianças e adolescentes com lúpus e esclerose múltipla, oferecendo novas alternativas terapêuticas.

A foto alude ao tratamento de lúpus e de esclerose
Fonte: Magnific

Receber o diagnóstico de uma doença autoimune na infância muda completamente a rotina de crianças, adolescentes e familiares. Além do impacto físico, o tratamento costuma exigir consultas frequentes, exames e, muitas vezes, deslocamentos para centros especializados. Agora, duas decisões da “Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” ampliam as possibilidades de tratamento para pacientes mais jovens com lúpus e esclerose múltipla.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

A medida autoriza a ampliação do uso de dois medicamentos já conhecidos pelos especialistas. Com isso, crianças e adolescentes passam a contar com alternativas que podem facilitar o tratamento e melhorar a qualidade de vida.

Leia também – Dia Mundial do Lúpus alerta para diagnóstico precoce – fique atento

O que muda para crianças e adolescentes com lúpus e esclerose múltipla?

A principal novidade envolve a ampliação da indicação de dois medicamentos para pacientes pediátricos.

O primeiro é o Benlysta® (belimumabe), agora autorizado para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo. A aprovação vale para a versão em caneta autoinjetora, utilizada como tratamento complementar ao esquema tradicional.

Já o Ocrevus® (ocrelizumabe) poderá ser utilizado por adolescentes com 12 anos ou mais e peso igual ou superior a 40 quilos no tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente.

Segundo a Anvisa, as novas indicações ampliam as opções terapêuticas para um público que ainda possui poucos tratamentos específicos.

Por que essas aprovações são importantes?

Lúpus infantil pode ser mais agressivo

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune. Isso significa que o próprio sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis do organismo.

Na infância, a doença costuma apresentar inflamação mais intensa do que nos adultos. Além disso, aumenta o risco de lesões permanentes em órgãos como rins, pele, articulações e sistema nervoso.

A versão subcutânea do belimumabe representa um avanço porque permite a aplicação sob a pele. Dessa forma, muitos pacientes podem reduzir a necessidade de viagens frequentes aos centros de infusão, tornando o tratamento mais confortável.

Mesmo com a nova aprovação, o medicamento continua sendo utilizado em conjunto com o tratamento convencional, que pode incluir corticoides, antimaláricos, anti-inflamatórios e imunossupressores.

Esclerose múltipla também pode atingir adolescentes

Embora seja considerada rara nessa faixa etária, a esclerose múltipla pode surgir ainda na infância ou adolescência.

A doença provoca inflamação no sistema nervoso central, afetando cérebro e medula espinhal. Entre os sintomas estão alterações na visão, fraqueza muscular, dificuldades para caminhar, formigamentos e problemas de equilíbrio.

Nos pacientes mais jovens, a doença costuma provocar surtos mais frequentes. Além disso, pode interferir no aprendizado, no desenvolvimento cognitivo e na vida social.

O ocrelizumabe atua reduzindo a atividade das células do sistema imunológico envolvidas na inflamação, ajudando a controlar a progressão da doença.

Quem poderá utilizar os medicamentos?

As novas aprovações não significam que todos os pacientes receberão automaticamente esses tratamentos.

A indicação depende da avaliação do médico especialista, do estágio da doença, da resposta aos tratamentos anteriores e das características clínicas de cada criança ou adolescente.

Além disso, ambos os medicamentos continuam sujeitos à prescrição médica e ao acompanhamento regular durante o tratamento.

O que pais e responsáveis devem fazer?

Famílias de crianças e adolescentes com lúpus ou esclerose múltipla devem conversar com o médico responsável antes de qualquer mudança terapêutica.

Também é importante manter as consultas de acompanhamento, seguir corretamente as medicações prescritas e informar imediatamente qualquer efeito adverso.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de controlar a inflamação, reduzir complicações e preservar a qualidade de vida durante o crescimento.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726