Saúde e Bem-estar

Anvisa determina recolhimento de antibióticos após identificar problemas

Anvisa proíbe venda e uso de lotes de medicamentos após encontrar problemas que podem comprometer a segurança dos pacientes.

A foto alude a antibióticos proibidos pela Anvisa
Fonte: Magnific

Um dos medicamentos atingidos pela medida é o lote 2519879 do Polycid®, antibiótico injetável utilizado no tratamento de infecções graves.

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A fabricante, União Química Farmacêutica Nacional S/A, informou à Anvisa que já iniciou o recolhimento voluntário do lote afetado.

Embora a Agência não tenha detalhado o problema encontrado nesse caso, a determinação impede a comercialização e o uso do produto até que a situação seja completamente solucionada.

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Clindamicina apresentou partículas no interior das ampolas

Outro medicamento recolhido foi o lote 24101854 do fosfato de clindamicina 150 mg/ml, produzido pela Hypofarma.

Durante a avaliação, técnicos identificaram a presença de corpos estranhos e precipitados dentro de frascos lacrados do medicamento injetável.

Esse tipo de alteração pode comprometer a qualidade do produto e representar riscos aos pacientes, especialmente em medicamentos administrados diretamente na corrente sanguínea.

Solução fisiológica também apresentou irregularidade

A medida da Anvisa também alcançou o lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml.

O lote, com validade até junho de 2027, apresentou desvio de qualidade durante o monitoramento sanitário. Por isso, a Agência proibiu sua venda, distribuição e utilização em todo o território nacional.

Farmácia de manipulação teve todos os produtos recolhidos

Além dos medicamentos industrializados, a Anvisa determinou o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia J do Jabour Ltda.

A fiscalização constatou a comercialização de medicamentos manipulados padronizados, sem individualização e sem prescrição emitida por profissional habilitado.

Segundo a Agência, a empresa divulgava os produtos por meio de site e redes sociais, utilizando inclusive nomes comerciais nos rótulos, prática que contraria a legislação sanitária para farmácias de manipulação.

Consumidores devem ficar atentos

Especialistas recomendam que pacientes e profissionais de saúde verifiquem os lotes dos medicamentos antes do uso. Em caso de dúvida, a orientação é procurar farmácias, hospitais ou os canais oficiais dos fabricantes.

A decisão integra, desse modo, as ações de vigilância sanitária que buscam garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos disponíveis no mercado brasileiro.

A medida foi publicada na Resolução nº 2.403/2026 do Diário Oficial da União.

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