Saúde e Bem-estar

Cardiomiopatia hipertrófica: entenda doença que matou Gabriel Ganley

Especialistas alertam para os riscos da cardiomiopatia hipertrófica, principal causa de morte súbita em atletas jovens.

A foto mostra Gabriel Ganley
Fonte: Redes Sociais

A morte súbita do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley reacendeu um alerta importante sobre a cardiomiopatia hipertrófica, doença cardíaca que figura entre as principais causas de morte súbita em atletas jovens. Especialistas explicam que a condição possui origem genética. Entretanto, fatores ambientais podem potencializar seu desenvolvimento, especialmente em pessoas predispostas.

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Entre os fatores associados aparecem treinos físicos intensos, excesso de sobrecarga cardíaca e uso de hormônios para melhora de desempenho. A doença costuma atingir principalmente adultos entre 20 e 40 anos. Estudos apontam prevalência aproximada de um caso para cada 500 pessoas.

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O que é cardiomiopatia hipertrófica?

A cardiomiopatia hipertrófica provoca aumento anormal da espessura do músculo cardíaco. O quadro geralmente afeta o ventrículo esquerdo e pode comprometer o fluxo adequado do sangue. O coração fica mais rígido e perde eficiência no bombeamento sanguíneo. Além disso, alterações estruturais podem favorecer arritmias cardíacas e obstruções na passagem do sangue.

Especialistas explicam que mutações genéticas fazem o organismo responder de forma exagerada a estímulos que aumentam o músculo cardíaco. Esse processo favorece hipertrofia irregular e formação de áreas de fibrose no coração.

Predisposição genética e fatores ambientais ampliam riscos

A genética representa o principal fator relacionado à doença. Porém, médicos alertam que fatores ambientais podem intensificar o quadro. Treinos físicos extremamente intensos e atividades com altas cargas podem funcionar como estímulos adicionais. Especialistas também observam associação entre uso de hormônios anabolizantes e agravamento do processo de hipertrofia cardíaca. No entanto, médicos reforçam um ponto importante: pessoas que nunca utilizaram essas substâncias também podem desenvolver a doença.

Quais sintomas merecem atenção?

A cardiomiopatia hipertrófica pode permanecer silenciosa durante anos. Por isso, muitos pacientes descobrem a condição apenas após exames específicos. Os principais sintomas incluem:

  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Cansaço excessivo
  • Palpitações
  • Tontura
  • Redução do desempenho físico
  • Desmaios durante exercícios

Em quadros mais avançados, arritmias graves podem aumentar o risco de morte súbita.

Diagnóstico precoce aumenta proteção

Especialistas defendem avaliações cardiológicas preventivas, principalmente entre atletas e praticantes de atividades de alta intensidade. Exames como teste ergométrico, avaliação cardíaca sob esforço e ergoespirometria ajudam na identificação precoce.

O tratamento pode incluir medicamentos específicos, monitoramento cardíaco, procedimentos por cateterismo, cirurgia e implante de cardiodesfibrilador. Pacientes de maior risco precisam evitar atividades físicas competitivas e excessivamente intensas. Os avanços terapêuticos também mudaram o cenário da doença.

Hoje, pacientes diagnosticados e acompanhados adequadamente conseguem alcançar expectativa de vida próxima à população geral.

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