Saúde e Bem-estar

Doença renal: SUS amplia cuidados para evitar avanço do problema

O SUS ampliou o cuidado especializado para pessoas com doença renal crônica, reunindo consultas, exames e procedimentos em uma linha integrada.

A foto mostra equipamento do SUS
Fonte: Tomaz Silva l Agência Brasil

Pessoas com doença renal crônica passaram a contar com uma nova organização da assistência especializada no Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida reúne consultas, exames e procedimentos de forma integrada. O objetivo é reduzir o tempo entre as etapas do atendimento e evitar que a doença avance para quadros mais graves.

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A iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde. A proposta também busca preparar, no momento adequado, pacientes que podem precisar de terapia renal substitutiva.

Como funciona o novo cuidado para doença renal?

A assistência passa a utilizar as chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Elas reúnem diferentes serviços necessários para cada estágio da doença.

O paciente pode ter acesso, dentro de uma mesma linha de cuidado, a consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem e acompanhamento multiprofissional.

Na prática, a integração busca diminuir intervalos entre consultas, exames e procedimentos. O acompanhamento contínuo também facilita a identificação de mudanças no quadro renal.

A nova organização prevê valores maiores para alguns procedimentos. Na preparação para a hemodiálise, por exemplo, o pagamento passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Por que o acompanhamento precoce é importante?

A doença renal crônica pode evoluir gradualmente e comprometer a capacidade dos rins de realizar suas funções.

O acompanhamento médico permite monitorar a evolução do problema e identificar necessidades de tratamento em diferentes fases.

Quando a função renal chega a níveis muito baixos, algumas pessoas precisam de terapia renal substitutiva. A hemodiálise é uma das opções utilizadas nesses casos. Por isso, organizar o atendimento antes dessa etapa pode ajudar a preparar o paciente para as decisões relacionadas ao tratamento.

Tratamento da anemia também muda no SUS

A assistência também passou por uma atualização no tratamento da anemia associada à doença renal crônica.

O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para o problema. O documento incorporou ao SUS novas opções de reposição de ferro. Entre elas estão a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.

A anemia aparece com frequência em pessoas com doença renal crônica. O acompanhamento adequado ajuda a identificar e tratar essa complicação.

Doença renal pode levar à avaliação para transplante

O transplante renal também integra a linha de cuidado para pessoas com doença renal crônica avançada.

A nova organização pretende facilitar a identificação e o encaminhamento de pacientes que podem ter indicação para avaliação de transplante. Esse processo pode começar antes da diálise. As regras do Sistema Nacional de Transplantes já preveem a avaliação de pessoas com doença renal crônica avançada, mesmo sem terapia dialítica.

A antecipação permite discutir possibilidades de tratamento antes que a função dos rins chegue a níveis ainda mais baixos.

O que muda para quem faz acompanhamento pelo SUS?

A principal mudança está na integração dos serviços. Em vez de tratar cada consulta ou exame como uma etapa isolada, a proposta organiza os cuidados conforme as necessidades do paciente.

O acompanhamento deve considerar o estágio da doença e os próximos passos necessários. Para quem já recebeu diagnóstico de doença renal crônica, manter as consultas e realizar os exames indicados continua sendo fundamental.

A assistência especializada também pode identificar complicações e preparar o paciente para tratamentos futuros, quando necessários. Com o novo modelo, a proposta do SUS é tornar esse percurso mais organizado e ampliar o cuidado antes que a doença chegue a fases mais avançadas.

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