Saúde e Bem-estar

Mulheres também infartam: sinais podem ser diferentes, afirma Unimed

Infarto pode apresentar sintomas diferentes nas mulheres, tornando importante reconhecer sinais de alerta e controlar fatores de risco.

A foto mostra mulher vítima de infarto
Fonte: Magnific

O coração também exige atenção das mulheres. É importante saber reconhecer os sinais de infarto em mulheres. Embora a dor no peito seja um sinal conhecido do infarto, outros sintomas podem aparecer e dificultar o reconhecimento da emergência.

No Brasil, as doenças cardiovasculares representam uma importante preocupação de saúde. Por isso, reconhecer sinais de alerta e controlar fatores de risco ajuda a reduzir complicações.

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O Dia Mundial do Coração, lembrado ontem, 29 de setembro, reforçou justamente essa mensagem. Nas mulheres, falta de ar, náusea, tontura, suor frio e cansaço intenso também podem acompanhar um infarto.

Quais são os sinais de infarto nas mulheres?

A dor ou pressão no peito continua entre os sinais mais frequentes do infarto. Entretanto, algumas mulheres apresentam sintomas menos associados ao coração.

Entre eles estão falta de ar, náusea ou vômito, tontura e suor frio. Dor nas costas, nos ombros, no pescoço ou na mandíbula também pode aparecer.

Além disso, um cansaço intenso e diferente do habitual merece atenção, especialmente quando surge de forma repentina.

A combinação desses sinais pode dificultar a identificação do problema. Por isso, sintomas súbitos e incomuns exigem avaliação rápida, principalmente quando aparecem juntos.

O Ministério da Saúde orienta procurar atendimento de urgência diante de sinais sugestivos de infarto. No Brasil, o SAMU atende pelo número 192.

Por que o infarto pode passar despercebido?

O reconhecimento do infarto nem sempre acontece rapidamente quando os sintomas fogem do padrão mais conhecido.

Segundo o cardiologista Marcelo Rodrigues Crespo, diretor de Mercado da Unimed Sul Capixaba, a mulher precisa conhecer seus fatores de risco.

Assim, ela consegue perceber alterações diferentes do seu padrão habitual e buscar atendimento sem atribuir automaticamente o mal-estar a outras causas.

Quanto mais cedo a pessoa procura atendimento diante de uma suspeita, mais rapidamente a equipe pode avaliar o quadro e iniciar o tratamento adequado.

Quais fatores aumentam o risco cardiovascular?

O risco cardiovascular não começa apenas na velhice. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e sedentarismo podem aumentar as chances de doenças do coração.

Obesidade e alimentação inadequada também entram nessa lista. Além disso, a hipertensão pode permanecer silenciosa durante anos.

Por isso, acompanhar regularmente a pressão arterial, a glicemia e o colesterol ajuda a identificar alterações antes do aparecimento de complicações.

Nas mulheres, algumas situações também merecem atenção individualizada. A menopausa envolve mudanças hormonais e metabólicas que podem contribuir para alterações no risco cardiovascular.

Histórico familiar, síndrome dos ovários policísticos e algumas doenças autoimunes também podem entrar na avaliação.

Como cuidar da saúde do coração?

A prevenção começa com cuidados incorporados à rotina. Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada estão entre as medidas recomendadas.

Não fumar também reduz riscos. Da mesma forma, controlar pressão, colesterol, diabetes e peso contribui para proteger a saúde cardiovascular.

A Organização Mundial da Saúde destaca que muitas doenças cardiovasculares podem ser prevenidas com o controle dos principais fatores de risco e a identificação precoce de alterações.

Além disso, consultas periódicas ajudam a acompanhar mudanças que nem sempre provocam sintomas.

Portanto, cuidar do coração não significa esperar um sinal de alerta. Para as mulheres, reconhecer diferentes manifestações do infarto também faz parte dessa prevenção.

Diante de sintomas sugestivos de infarto, não espere os sinais desaparecerem. Procure uma emergência imediatamente ou acione o SAMU pelo 192.

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