Vacinas na gravidez protegem mãe e bebê contra doenças graves
Vacinas recomendadas durante a gravidez ajudam a proteger a gestante e oferecem anticorpos ao bebê antes do nascimento.

Durante a gravidez, a vacinação ganha uma função que vai além da proteção da gestante. Alguns anticorpos produzidos pela mãe atravessam a placenta e ajudam a proteger o bebê nos primeiros meses.
Mesmo assim, a cobertura vacinal ainda fica abaixo da meta para alguns imunizantes. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que, em 2025, 55% das gestantes receberam a vacina contra covid-19 e 63% tomaram a vacina contra influenza.
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A meta nacional para os dois imunizantes chega a 90% do público-alvo. Em 2026, os dados preliminares indicam melhora na vacinação contra influenza, mas a cobertura contra covid-19 permanece em 55%.
Por que a vacinação é importante durante a gravidez?
A gestação provoca mudanças no sistema imunológico, circulatório e respiratório. Essas alterações podem, desse modo, aumentar o risco de complicações diante de algumas infecções.
A influenza, por exemplo, pode causar quadros mais graves durante a gravidez. O Ministério da Saúde destaca maior risco de hospitalização e outras complicações.
A vacinação ajuda, assim, a reduzir esses riscos e também contribui para proteger o bebê. O organismo da mãe produz anticorpos após a imunização, e parte deles chega ao feto pela placenta.
Por isso, o calendário nacional inclui vacinas específicas para cada fase da gestação.
Quais vacinas a gestante deve tomar?
O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 recomenda diferentes imunizantes durante a gravidez. Entre eles estão influenza, covid-19, hepatite B, dT, dTpa e vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR).
A aplicação da vacina contra influenza deve acontecer uma vez a cada temporada. Já a vacina contra covid-19 deve ser ocorrer uma vez em cada gestação, conforme as orientações atuais do Programa Nacional de Imunizações.
A dTpa entra a partir da 20ª semana e deve ser aplicada em cada gestação. Ela protege contra difteria, tétano e coqueluche.
A vacina contra VSR também integra o calendário. De acordo com o Ministério da Saúde, há a recomendação de uma dose a partir da 28ª semana, em cada gestação.
Como a vacina contra VSR protege o bebê?
A imunização faz o organismo materno produzir anticorpos contra o vírus. Durante a gravidez, esses anticorpos atravessam a placenta.
Dessa forma, o bebê recebe uma proteção temporária durante os primeiros meses de vida. Esse período concentra maior risco de complicações causadas pelo VSR.
A vacina pode ser aplicada no mesmo dia que outros imunizantes indicados para gestantes, seguindo as orientações do serviço de vacinação.
A vacina contra gripe e covid é segura na gravidez?
O Ministério da Saúde inclui os dois imunizantes no calendário específico das gestantes. A orientação oficial considera a vacinação parte da proteção materna e infantil durante a gravidez.
A vacina contra influenza usada na gestação é inativada. O Ministério da Saúde recomenda sua aplicação durante a gravidez e destaca benefícios para a mãe e o bebê.
No caso da covid-19, a recomendação também vale para cada nova gestação. O intervalo entre doses anteriores deve seguir a orientação vigente do Programa Nacional de Imunizações.
Como manter a vacinação em dia?
O primeiro passo consiste em levar a caderneta de vacinação às consultas de pré-natal. A equipe pode conferir doses anteriores e identificar eventuais atrasos.
Além disso, a vacinação pode ocorrer durante o acompanhamento da gestação. O Ministério da Saúde orienta que a gestante procure uma unidade de saúde para atualizar as doses indicadas.
A febre amarela merece uma avaliação específica. Durante a gravidez, o Ministério da Saúde indica essa vacina apenas em situações excepcionais, conforme o risco epidemiológico e a avaliação do serviço de saúde.
Manter a vacinação atualizada protege duas pessoas ao mesmo tempo. Para a gestante, reduz o risco de doenças graves. Para o bebê, oferece anticorpos antes mesmo do nascimento.
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