Saúde e Bem-estar

Perda de urina durante a corrida: quando se preocupar?

Perder urina durante a corrida pode indicar incontinência urinária de esforço. Conheça as causas, os sinais de alerta e as opções de tratamento.

A foto alude à perda de urina durante a corrida
Fonte: Magnific

Perder urina durante uma corrida, um salto ou um treino de musculação pode causar constrangimento e preocupação. Embora esse problema afete muitas mulheres, ele não deve ser considerado uma consequência inevitável da prática esportiva, do envelhecimento ou da maternidade.

A perda involuntária de urina durante esforços físicos pode indicar incontinência urinária de esforço. Essa condição ocorre quando o aumento da pressão dentro do abdômen supera a capacidade de sustentação do assoalho pélvico.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Leia também – Vitamina C: conheça os benefícios e os alimentos ricos no nutriente

No entanto, o escape de urina não significa necessariamente que os músculos dessa região estejam fracos. Em alguns casos, o problema envolve a coordenação entre a musculatura pélvica, o abdômen e a respiração.

Por isso, reconhecer os sintomas e buscar orientação profissional ajuda a identificar a causa e definir o tratamento adequado. Além disso, a mulher não precisa abandonar a atividade física para cuidar da saúde urinária.

Perder urina durante a corrida é motivo de preocupação?

Sim, especialmente quando os episódios se repetem ou interferem na rotina. Apesar de relativamente frequente entre mulheres, a perda involuntária de urina merece avaliação profissional.

A incontinência urinária de esforço pode ocorrer durante atividades que aumentam a pressão abdominal. Entre elas estão:

  • Corrida e caminhada de alta intensidade;
  • Saltos e exercícios de impacto;
  • Levantamento de peso;
  • Tosse e espirros;
  • Risadas intensas.

Além disso, algumas mulheres apresentam escapes apenas durante exercícios físicos. Outras também percebem o problema em situações cotidianas, como tossir ou espirrar.

Portanto, vale observar quando os episódios acontecem, com que frequência aparecem e se aumentam durante os treinos.

Por que a mulher perde urina durante o exercício?

O assoalho pélvico reúne músculos e outros tecidos que sustentam órgãos como a bexiga, o útero e o intestino. Essa estrutura também participa do controle da urina.

Durante uma corrida ou um salto, o abdômen exerce maior pressão sobre a região pélvica. Em condições adequadas, o assoalho pélvico ajuda a sustentar os órgãos e a manter o fechamento da uretra, canal por onde a urina sai do corpo.

Entretanto, quando essa resposta não acontece de maneira eficiente, pode ocorrer o escape urinário.

Isso nem sempre indica falta de força muscular. Algumas mulheres apresentam dificuldade para coordenar a contração do assoalho pélvico com a respiração e os movimentos corporais.

Quando procurar ajuda profissional?

A avaliação profissional torna-se importante quando os escapes se repetem, aumentam ou prejudicam a qualidade de vida.

Observe também se você começou a evitar corridas, saltos ou outros exercícios por medo de perder urina. Essa mudança de comportamento merece atenção, principalmente quando limita a prática esportiva.

Além disso, procure orientação se não souber identificar a causa dos episódios. Diferentes tipos de incontinência urinária exigem avaliação adequada para orientar o tratamento.

Como tratar a incontinência urinária de esforço?

O tratamento depende das causas, da intensidade dos sintomas e das características de cada mulher. Entre as opções, a fisioterapia pélvica desempenha um papel importante.

Fisioterapia pélvica

Essa abordagem trabalha a musculatura do assoalho pélvico para melhorar a força, a resistência e a coordenação muscular. Com acompanhamento profissional, a mulher aprende a contrair e relaxar esses músculos de maneira adequada.

Fortalecimento do core

O core reúne músculos do abdômen, das costas, do quadril e da região pélvica. Esse conjunto ajuda a estabilizar o corpo durante os movimentos.

Por isso, exercícios orientados para fortalecer essa musculatura podem complementar o tratamento. No entanto, o planejamento deve considerar as necessidades individuais e a avaliação profissional.

Outras opções terapêuticas

Em situações específicas, profissionais podem avaliar outras abordagens, conforme o quadro clínico. O laser de CO₂, por exemplo, aparece entre as opções propostas para alterações dos tecidos vaginais.

Entretanto, não existe indicação universal para esse procedimento no tratamento da incontinência urinária. A mulher precisa discutir benefícios, limitações e evidências científicas com um profissional habilitado antes de considerar essa alternativa.

É preciso parar de correr por causa do escape urinário?

Não necessariamente. A atividade física continua importante para a saúde, e a perda urinária não obriga a mulher a abandonar os exercícios.

Durante a investigação e o tratamento, um profissional pode recomendar ajustes temporários na intensidade ou no tipo de atividade. Dessa forma, a mulher consegue adaptar os treinos às suas necessidades.

O mais importante é não ignorar os sintomas nem tentar resolver o problema por conta própria. Com avaliação adequada e tratamento individualizado, muitas mulheres conseguem melhorar o controle urinário e manter uma rotina ativa.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726