Hifa alerta: telas em excesso podem afetar desenvolvimento e rotina infantil
Uso excessivo de telas pode ocupar o espaço de atividades importantes para o desenvolvimento e a convivência infantil.

Celular, tablet, televisão e computador já fazem parte da infância. Esses recursos podem divertir, informar e apoiar a aprendizagem. Porém, quando ocupam tempo demais, podem reduzir momentos importantes para o desenvolvimento.
Brincar, dormir, conversar, praticar atividades físicas e conviver com outras pessoas ajudam a criança a desenvolver habilidades sociais, emocionais e cognitivas. Por isso, o desafio não envolve apenas controlar o tempo de tela, mas preservar o equilíbrio da rotina.
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A psicóloga Raiane Vicentini, do Centro de Neurodesenvolvimento do Hifa, orienta que os adultos acompanhem o uso dos dispositivos e estabeleçam limites adequados à idade.
O excesso de telas pode prejudicar a rotina da criança?
Sim. O uso excessivo pode ocupar o espaço de atividades importantes para o desenvolvimento infantil. Além disso, a falta de limites pode dificultar a organização da rotina.
Segundo a psicóloga, algumas crianças demonstram irritabilidade quando precisam interromper o uso dos dispositivos. Também podem surgir dificuldades relacionadas à rotina escolar e à convivência social.
No entanto, esses sinais não devem ser analisados isoladamente. Mudanças no comportamento infantil podem ter diferentes causas. Por isso, quando persistem, merecem avaliação profissional.
Por que o equilíbrio é importante na infância?
A infância exige experiências variadas. A criança aprende por meio das brincadeiras, das conversas, do movimento e da interação com outras pessoas.
Quando a tela ocupa grande parte do tempo livre, essas experiências podem diminuir. Como consequência, a criança pode ter menos oportunidades para desenvolver habilidades por meio da convivência.
Por isso, especialistas recomendam uma rotina que distribua o tempo entre diferentes atividades. O objetivo não é transformar a tela em um problema, mas evitar que ela substitua necessidades básicas.
Como estabelecer limites para o uso de telas?
Os responsáveis podem começar definindo horários específicos para os dispositivos. Também vale estabelecer momentos da rotina em que as telas permanecem desligadas.
Durante as refeições e os encontros familiares, por exemplo, a família pode priorizar a conversa e a interação. Da mesma forma, brincadeiras e atividades ao ar livre ajudam a ampliar as experiências da criança.
Outro ponto importante envolve o conteúdo consumido. Os adultos devem acompanhar o que a criança assiste ou acessa e considerar sua faixa etária.
Além disso, os próprios adultos podem servir de referência. Crianças observam os hábitos familiares e tendem a incorporar comportamentos presentes no ambiente.
O que pode substituir o tempo diante das telas?
Existem alternativas simples e acessíveis. Brincadeiras, leitura, desenhos, jogos, passeios e atividades ao ar livre podem ocupar parte do tempo livre.
Momentos em família também ajudam a fortalecer vínculos. Conversar, cozinhar, brincar ou simplesmente compartilhar uma atividade cria oportunidades de interação.
Para Raiane Vicentini, estabelecer limites significa também ampliar as possibilidades de experiências fora das telas. O equilíbrio permite preservar o lazer digital sem deixar de lado sono, estudos, movimento e convivência.
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