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Especial

Parlamentares resistem e clamam por mais mulheres no Poder

apesar do incentivo, a presença de mulheres em qualquer posto de trabalho, na prática, a realidade cultural do Brasil ainda insiste em retardar o que deveria ser natural

Por Redação

3 mins de leitura

em 07 de mar de 2023, às 10h30

Foto: Divulgação/Ales

Flavio Cirilo

O lugar da mulher é onde ela quiser! Mas, apesar do incentivo, a presença de mulheres em qualquer posto de trabalho, na prática, a realidade cultural do Brasil ainda insiste em retardar o que deveria ser natural.

Na política, por exemplo, muitas mulheres ainda sofrem preconceitos ou têm a sua capacidade física e intelectual colocada em xeque.

Conforme explica a deputada estadual Janete de Sá (PSB), uma das quatro mulheres que compõem a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), pessoas do sexo feminino são, historicamente, excluídas da política e dos espaços de poder.

“Infelizmente ainda enfrentamos essa triste realidade em nossos cotidianos.  Sim, lugar de mulher é na política, na direção dos poderes, das empresas, das instituições, onde ela quiser alcançar”, destacou a parlamentar.

Outra deputada que também denuncia o preconceito e a dificuldade de aceitação da mulher na política é Iriny Lopes (PT), que chama a atenção para as práticas, por vezes, agressivas em um ambiente onde a democracia deveria imperar.

“A gente não pode se curvar ao machismo que ainda impera nas Casas Legislativas. Portanto, não é simples. É prazeroso no sentido de que a gente conta com a confiança das pessoas que votaram na gente e que esperam um resultado do nosso trabalho, mas é difícil porque tem horas que mulheres são submetidas a humilhações, a tratamentos degradantes, através da palavra, através de gestos, mas quem quer mudar as coisas tem que enfrentar”, explicou a deputada.

Representatividade

A deputada Camila Valadão (Psol) destaca que o caminho para a equiparação de gênero é longo e são necessárias não só mudanças no sistema político, mas principalmente do ponto de vista social.

“Acho que o primeiro desafio é a alteração concreta das condições de vida das mulheres. As mulheres têm muitas dificuldades de participar da política em virtude das condições de vida. Acho que a gente tem muitos desafios para superar, no sentido de rever os papeis de gênero que atribuem às mulheres, muitas vezes, tarefas que estão vinculadas muito mais a dimensão do privado do doméstico, esquecendo que o espaço público deve ser um espaço de atuação das mulheres”, ressaltou a deputada.

Camila Valadão ainda defende uma reforma política na qual amplie ainda mais as possibilidades de acesso das mulheres aos espaços de poder.

“Eu sou defensora que a gente tenha, por exemplo, garantia de cotas nas cadeiras e não só, hoje como nós temos, cotas de gênero nas chapas. Então a gente precisa de uma reforma política radical, que altere a composição do parlamento e das estruturas políticas do nosso país”, afirmou.

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