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Saúde e Bem-estar

Ocorrências de meningite podem aumentar com a chegada do frio

Dia mundial de combate à meningite, nesta segunda (24), reforça a importância da prevenção devido à letalidade alta da doença

Por Redação

2 mins de leitura

em 24 de abr de 2023, às 15h52

Foto: Freepik
Foto: Freepik

Nas épocas do ano em que as temperaturas começam a cair, os casos de meningite tendem a aumentar. “De maneira geral, é nas transições de estação para épocas um pouco mais frias e secas que a meningite volta a afetar mais pessoas. As crianças menores de dois anos são as mais vulneráveis às meningites bacterianas, assim como aquelas que apresentam fragilidade do sistema imunológico, como pacientes em quimioterapia, idosos e pessoas que vivem com o HIV sem tratamento”, salienta a infectologista Ana Carolina D’Ettorres.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas constituídas de tecido conjuntivo que envolvem o sistema nervoso central. “Quando as meninges são invadidas por algum patógeno, que pode ser uma bactéria, vírus ou fungo, é provocada uma reação inflamatória”, explica. As incidências mais comuns são causadas por bactérias. 

Os sintomas mais comuns da meningite são: febre; alteração do estado de consciência que deixam a pessoa confusa e apática; manchas pelo corpo, principalmente em crianças; letargia; dor de cabeça; vômitos; e fotofobia, a intolerância à luz. “Se tiver qualquer um desses sintomas, logo no início, procure orientação médica o quanto antes porque tempo é ouro em meningite. Quanto antes diagnosticada e tratada melhor será o desfecho”, alerta Ana Carolina. 

Gravidade

A meningite é uma doença potencialmente grave e fatal, como uma letalidade alta, quando não tratada adequadamente, e que pode levar a sequelas permanentes como amputação, cegueira e surdez. A infectologista aponta que existe prevenção por meio de vacinas, algumas estão disponíveis pelo programa nacional de imunização, para as crianças e imunodeprimidos. Na rede privada há opções com maior cobertura. 

A transmissão da doença se dá por meio de contato direto com gotículas ou aerossóis. Dessa forma, é preciso ter contato próximo com uma pessoa que tenha meningite. “Existe ainda uma condição dentro da meningite que são os portadores assintomáticos da bactéria: eles ficam colonizados por essas bactérias na nasofaringe, não ficam doentes, mas podem transmitir. É muito comum adolescentes e adultos jovens serem colonizados, e serem grandes transmissores, devido a questões comportamentais”. 

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