Seis benefícios do acompanhamento psicológico para mães
O apoio psicológico pode fazer toda a diferença durante a gravidez e após o parto, inclusive para ajudar na criação do vínculo entre mães e filhos

Tornar-se mãe certamente é um dos momentos mais importantes da vida de uma mulher e não é à toa que todo segundo domingo do mês de Maio é reservado para elas. Mas esse processo, que envolve inúmeras transformações, nem sempre é fácil. Segundo especialistas, para além da preparação física, as mulheres também precisam de apoio emocional, a fim de que a chegada da maternidade seja um momento tranquilo para mães e filhos.
É nesse contexto que a psicóloga Náira Delboni destaca a importância de medidas como o Pré-natal psicológico, um tipo de acompanhamento psicológico voltado para maior humanização da gestação, do parto e da parentalidade, atuando de forma complementar ao Pré-natal biomédico. O foco é ajudar a gestante a lidar com as mudanças emocionais, físicas e sociais que ocorrem durante a gestação e puerpério. E os benefícios também são sentidos pelos bebês.
“Para o bebê, a estabilidade emocional da mãe influencia diretamente no seu bem-estar, no ambiente intrauterino. Uma das propostas é a construção do vínculo com o bebê, que não é algo imediato, pelo contrário, é gradativo e estimulado. Trata-se de um processo de comunicação complexo e sutil, tornando possível essa troca íntima e profunda. À medida que a gestação evolui, o feto torna-se capaz de registrar e de dar significado às emoções e sentimentos maternos”, explica a psicóloga.
A ginecologista da Unimed Vitória Anna Carolina Bimbato também destaca que diversas doenças físicas podem surgir por causa do estresse e da ansiedade. “Por isso, a experiência do parto pode se tornar muito mais prazerosa e inesquecível quando há um equilíbrio emocional. Todas as gestantes deveriam ter um acompanhamento conjunto entre psicólogo e ginecologista. Sabe-se que nem sempre isso é possível, mas os hormônios durante a gestação causam uma instabilidade das emoções e um profissional qualificado pode ajudar”.
Segundo as especialistas, o acompanhamento psicológico é capaz de:
1 – Proporcionar maior compreensão sobre os aspectos emocionais da gestação e do pós-parto
2 – Auxiliar na preparação para um parto e uma amamentação possível, entendendo qual é o papel do pai e da rede de apoio na vida da mulher;
3 – Ajudar na reflexão sobre exercer uma maternidade mais leve dentro das realidades individuais;
4 – Auxiliar as mulheres a identificar sinais de que algo não está indo bem (se a tristeza chegar) e o que fazer caso ela persista;
5 – Esclarecer dúvidas sobre a depressão pós-parto;
6 – Fortalecer o vínculo entre mães e filhos;
Após o parto, os cuidados continuam
Após o nascimento da criança, o acompanhamento psicológico deve cuidar. Nesta nova fase, chamada puerpério, a orientação direciona as mães acerca dos desafios da maternidade, da importância da amamentação e do autocuidado. Ainda de acordo com Náira, controlar a ansiedade é uma das prioridades.
“A partir do momento em que uma mulher vira mãe, alguns sentimentos de ansiedade podem ser aflorados em relação à saúde do bebê, a mudança na própria vida, à dinâmica familiar e ao novo papel materno que ela passará a desempenhar. Dessa forma, o acompanhamento psicológico busca amparar a mãe, junto da melhora no relacionamento familiar e no processo de adaptação à nova rotina.
A psicóloga pontua que esse tipo de auxílio pode ser importante para evitar a depressão pós-parto. “O acompanhamento psicológico nesse período ajuda a gestante entender todo esse processo de mudança, de forma mais leve e consciente, minimizando e até mesmo evitando o surgimento de agravantes que possam surgir. Além disso, orienta sobre o puerpério e ajuda a mulher a entender seus sentimentos, identificando possíveis gatilhos ou sinais de que algo não está indo bem emocionalmente”.
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