Nos últimos três dias, 28, 29 e 30 julho, dezenas de peregrinos realizaram a rota “Caminho do Amparo” e coloriram os caminhos para a Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo, em Itapemirim, litoral sul. O trajeto de 100 quilômetros passou pelos municípios de Castelo, Cachoeiro de Itapemirim e Itapemirim.
A reportagem ouviu alguns testemunhos destes romeiros que saíram de diversas paróquias da Diocese de Cachoeiro e se organizaram para realizar a peregrinação a pé. As chuvas, as dores, o cansaço, as bolhas nos pés entre outras dificuldades são superadas quando cada devoto pega a estrada ou alguma rota para agradecer por alguma graça alcançada ou fazer algum pedido a Deus pela intercessão de Maria.
Marcio Henrique Fernandes da Silva, falou do motivo de estar há três dias caminhando.
“Vim para agradecer à Nossa Senhora do Amparo, porque sou cardíaco, minha esposa faz hemodiálise e pedi a intercessão dela para nossa cura, e hoje estou aqui na luta para chegar até Itapemirim para participar da Missa e agradecer pela minha saúde e de minha esposa, além de levar muitos pedidos de oração”.
Outro testemunho é o de Josilene Leal de Oliveira, que há 3 anos realiza o mesmo trajeto, e fala das graças alcançadas nestes anos de caminhada.
“A primeira vez que vim caminhando para cá imaginei que não conseguiria, mas com a fé em Nossa Senhora, consegui, e apesar das dores – precisei tomar remédios e colocar os pés no gelo – vim pessoalmente agradecer”, conclui.
Os percursos são cuidados por voluntários que prestam auxílio aos romeiros, como pontos de apoio e orientações. Ao chegar na matriz, os devotos foram recebidos ao som dos sinos da matriz e por fiéis que, com cartazes, expressaram boas-vindas e gratidão.
Foto: Divulgação
A Santa Missa foi presidida pelo idealizador do “Caminho do Amparo”, Pe. José Carlos Ferreira da Silva e concelebrada pelo pároco, Pe. Geraldo Gomes Leite. A procissão de entrada contou com os romeiros, um segurou a imagem de Nossa Senhora do Amparo.
“O Caminho do Amparo é um marco histórico e de fé. O objetivo dessa experiência é reproduzir os passos dos emigrantes que partiram do Montes do Castelo trazendo a Imagem de Nossa Senhora do Amparo, em 1764, quando se instalaram aqui em Itapemirim. Quatros anos depois, em 1769, criou-se a Paróquia com a mesma padroeira.” Conclui Pe. José Carlos.
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