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🎂 Parabéns! Irmã Otília completa 90 anos nesta quinta-feira (05)

A religiosa da Congregação Filhas de Jesus na Eucaristia, exala lucidez e disposição em cada gesto

Por Redação

em 05 de out de 2023, às 09h40

4 mins de leitura

Foto: Divulgação

Os passos vagarosos e a fala mansa evidenciam as marcas deixadas pelo passar do tempo. Ainda assim, as memórias palpitantes se encarregam de ressaltar a graciosidade de uma vida dedicada a Deus. Irmã Maria Joana Otília, religiosa da congregação Filhas de Jesus na Eucaristia, completa 90 anos nesta quinta-feira, 05 de outubro, e exala lucidez e disposição em cada gesto, em cada palavra.

Em uma família simples, surgiu a vontade de servir a Deus e aos doentes. A sétima de 14 irmãos, começou sua vida religiosa trabalhando com os doentes em Belo Horizonte. Em 1960, recebeu o hábito e, nove anos mais tarde, fez os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.

Em uma conversa intimista, no Colégio Jesus Cristo Rei (CREI), onde mora, a religiosa falou sobre a data, a infância e a religiosidade.

A freira contou que, durante sua vida, levou conforto aos enfermos em vários locais, como Colatina (ES), Vitória (ES), Araxá (MG), Governador Valadares (MG) e Rio de Janeiro (RJ). 

irmã Otília
Foto: Divulgação

Desde 1966, está em Cachoeiro de Itapemirim e, a partir daí, visita diariamente os pacientes internados na Santa Casa do município.

No hospital, por onde passa, é recebida com carinho, tanto pelos funcionários, quanto pelos doentes. Assim como acontece todos os dias, Irmã Otília segue mantendo suas orações pela recuperação daqueles que estão internados.

“É todos os dias, de domingo a domingo, sem folga, sem nada. O meu coração não aceita folga, porque, para o doente, não existe folga. Quando eu morrer, eu paro”.

Abriu mão de trabalhar em um colégio de luxo para ajudar os necessitados. A religiosa contou que, quando tinha 17 anos, aproveitou a presença de um bispo em seu estado natal, Minas Gerais, para falar sobre seu desejo de ser freira. Após isso, segundo ela, ele a encaminhou para um colégio religioso no mesmo estado. 

“Era tudo muito bonito, de muito luxo. Conheci tudo, mas sabia que aquele não era o meu lugar. Por mim, vendia aquelas coisas todas e dava tudo aos pobres. Voltei ao bispo e falei para ele que aquele não era o meu lugar.”

De acordo com a freira, o bispo em questão entendeu o problema e a encaminhou para outro local, não sem alertá-la de que lá eram tratadas crianças com transtornos psiquiátricos.

“Fui conhecer e era uma situação muito triste, até assustadora na maioria das vezes porque as crianças gritavam, faziam as necessidades no chão e, apesar de tudo estar lavado, o cheiro desagradável era muito forte”, disse. 

“Mas senti no meu coração que ali eu seria útil e poderia abençoar a vida daquelas crianças. Pensei que as irmãs que iam envelhecendo precisariam de ajuda. Então, comuniquei ao bispo. Os meus pais entenderam, apesar da preocupação, e eu fiquei. Foi um tempo de muito aprendizado”.

Após isso, Irmã Otília revelou que veio para o CREI, em Cachoeiro de Itapemirim onde já funcionava a Congregação de Jesus na Eucaristia, fundada há 96 anos.  

“Fui aprendendo e me dedicando à minha vocação e, há 60 anos, vivo esse carisma”.

Ela lembra que desde criança seu sonho era ser religiosa. â€œMinha vocação sempre foi cuidar dos doentes. Mesmo novinha, lavava nas mãos as roupas dos vizinhos doentes, para ajudar.” Contou afirmando: “Eu rezava muito. Mas não conhecia as irmãs. Custei a me decidir, pois não queria deixar minha família, meus pais e irmãos”, comentou.

Atualmente, com serenidade e acolhendo à todos que se aproximam, Irmã Otília cumpre uma rotina diária de visita aos enfermos, levando oração e palavras de esperança aos doentes.

“Sou uma pessoa simples e só cumpro o que Jesus me mandou fazer”, afirma. A religiosa conta que o versículo que moveu seu coração “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”

E nas últimas décadas ela tem feito isto sob sol ou chuva, diariamente. “Se tivesse que escolher novamente, faria tudo de novo. Não peço nada a ninguém, mas se pudesse pedir, seria oração, só oração”. 

Fonte: Diocese de Cachoeiro

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